Quarta, 25 De Julho De 2018

Notícias sobre Filmes, Séries e Netflix

Arnaldo Albuquerque, pioneiro dos quadrinhos no PI, é homenageado

Quem me deu meu exemplar de Humor Sangrento (primeira revista em quadrinhos do Piau√≠,¬† de Arnaldo Albuquerque, publicada em 1977) foi um amigo que √© uma figura ic√īnica da cultura no Piau√≠: Jos√© Elias, foi secret√°rio de cultura e um dos criadores do Sal√£o Internacional de Humor, que durou 30 edi√ß√Ķes.

Capa da minha surrada Humor Sangrento, primeira revista em quadrinho do Piauí, de 1977.

Ganhei aquele gibi em meados dos anos 90 e o guardei até decidir estudá-lo em meu trabalho de conclusão de curso de historia, entre 2003 e 2005. Antes disso, Antonio Amaral (outro nome importante para a arte no Piauí. Conheça mais sobre o Amaral em nossa visita à casa dele) me apresentou Arnaldo Albuquerque, por ocasião de uma Feira HQ, evento que eu participava da realização.

Depois, numa dessas coincidências do destino, fui trabalhar com o Arnaldo Albuquerque, na Fundação Cultural do Piauí, entre 2005 e 2007, onde aprofundamos nossa amizade e, por ocasião do aniversário de 30 anos da Humor Sangrento, tive oportunidade de lançar uma edição comemorativa de seu quadrinho (ainda disponível à venda na Quinta Capa por apenas R$5,00).

Arnaldo segurando exemplar de Humor Sangrento, de 2007, comemorando 30 anos da revista.

Como quadrinista e como historiador, tomei por miss√£o falar de Arnaldo Albuquerque, principalmente por conta dos seus pioneirismo nas v√°rias √°reas onde atuou (para mais informa√ß√Ķes sobre isso, acesse aqui ou aqui), mas tamb√©m porque criei certo carinho pela figura.

Se estivesse vivo, hoje completaria 66 anos e tenho dois trabalhos de quadrinhos em produ√ß√£o que o homenageia. O primeiro √© ainda meio que um segredo, porque n√£o foi inteiramente mostrado. Trata-se de uma quadriniza√ß√£o de um filme que ele fez toda a fotografia em super 8 (m√≠dia de filmagem em pel√≠cula muito utilizada domesticamente nos anos 70, antes da exist√™ncia dos VHS) do filme “Ad√£o e Eva do Para√≠so ao Consumo”, com Torquato Neto, Claudete Dias, Edmar Oliveira, Carlos Galv√£o e mais uma “trupe da pesada”.

Página 13 (de 18) de Adão e Eva, saídos do paraíso e chegando ao consumo, onde emulo um pouco um dos estilos do autor.

 

O quadrinho de “Ad√£o e Eva” √© parte de um projeto maior envolvendo outros dois historiadores amigos, chamados Aristides Oliveira e Jaislan Monteiro e prometemos um livro interessante sobre este que foi filmado em 1972, mas que desde o ano seguinte, ningu√©m sabe do paradeiro, infelizmente.

O segundo trabalho que estou produzindo em homenagem √† Arnaldo, acabou come√ßando como um convite do amigo Guga Carvalho, outro admirador do artista, que lan√ßou em 2015, juntamente com Antonio Noronha e Danilo Carvalho, o livro “O Filme Perdido”, falando, tamb√©m, sobre “Ad√£o e Eva…”. Eu j√° havia trabalhado antes com Guga em uma exposi√ß√£o:

Exposição Udi Grudi Sangrento, na Casa da Cultura de Teresina, da qual participei da organização, em 2015.

O convite partiu de Guga para que eu ilustrasse em quadrinhos cenas do Arnaldo produzindo as primeiras anima√ß√Ķes do Piau√≠. Gostei muito da ideia e peguei o texto para o quadrinho diretamente de Arnaldo Albuquerque, no document√°rio “Sem Palavras”, um filme de Meire Fernandes, Aristides Oliveira e comigo tamb√©m:

Deste document√°rio, retirei a fala do Arnaldo, adaptei e estou fazendo uma pequena HQ de apenas 4 p√°ginas (5, se voc√™ considerar a √ļltima, que √© apenas um texto escrito √† m√£o) e devo divulgar tudo em breve.

Página 1 de quadrinho de Bernardo Aurélio, homenageando Arnaldo Albuquerque.

√Č isso! Espero que tenham gostado. Se ainda quiserem mais sobre o Arnaldo Albuquerque, segue o programa do¬† canal Papo Quadrinhos e Participa√ß√Ķes que fizemos com Bruno Baker, seu sobrinho e que hoje administra o que sobrou do acervo do “cara”.

Posts Relacionados
%d blogueiros gostam disto: