Segunda, 31 De Dezembro De 2018

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As melhores performances do cinema de 2018, segundo a Quinta Capa!

Com 2018 em breve chegando ao fim, n√£o h√° melhor momento para gente olhar para tr√°s nestes √ļltimos 12 meses de filmes e escolher as melhores interpreta√ß√Ķes do ano.

O OSCAR tem essa incrível vontade de não nomear ano após ano grandes performances, então não levem essa lista como algo que possa ser usado para basear os melhores dessa premiação que mais atrapalha do que ajuda o mundo do cinema. Somos livres dessa insanidade que é o Oscar, mesmo eu fazendo comentários sobre determinado papel ser nomeado pelo incrível trabalho interpretativo.

Sendo assim, aqui estão os papéis que, puramente por seus próprios méritos, são as mais marcantes e impressionantes de 2018 baseado nos filmes que assisti.

De uma atriz lendária que apresenta uma performance que provavelmente lhe renderá o tão atrasado Oscar, à atuação devastadora de desconhecidos completos, confira esta lista que demorei apenas uma semana para escrever rs

 

Rami Malek (Bohemian Rhapsody)

Rami Malek como Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody (Imagem: Reprodução)

Embora Bohemian Rhapsody tivesse deixando os ‘‚Äėcr√≠ticos‚Äô’ em cima do muro se o filme √© bom ou ruim, houve uma aclama√ß√£o quase universal pelo desempenho surpreendentemente cr√≠vel de Rami Malek como o vocalista do Queen, Freddie Mercury, e os f√£s deixaram a sala de cinema todos chorando.

Apesar de não ter muita semelhança natural com o homem, Malek faz um trabalho notável incorporando os maneirismos físicos de Mercury, sua voz e, graças a algumas ótimas maquiagens e fantasias, seu visual também.

√Č realmente uma prova do trabalho do ator que ele pode acabar sendo indicado ao Oscar de Melhor Ator, mas acho que n√£o ser√° dessa vez.

Malek virou ícone e seu futuro no cinema é daqui para frente.

 

Tilda Swinton (Suspiria)

Tilda Swinton em “Suspiria” (Amazon Studios)

Apesar de não receber muitos elogios por seu trabalho, Tilda Swinton é a cola que une o ambicioso remake de horror de Dario Argento no remake de Luca Guadagnino.

Swinton faz aqui o triplo dever, aparecendo mais proeminentemente como a coreógrafa de dança Madame Blanc, ao mesmo tempo em que se transforma com uma maquiagem impressionante para interpretar o psicoterapeuta Josef Klemperer e, finalmente, ela se veste de corpo inteiro como a grotesca bruxa Madre Markos.

Cada um dos papéis parece distinto e imprevisível, com Swinton mais uma vez provando sua capacidade de desaparecer sem esforço em qualquer personagem que ela interprete e não chamar a atenção para si mesma.

Ela é de longe a melhor coisa no filme.

 

Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)

Reprodução/WB

√Č a primeira vez que Bradley Cooper merece de verdade ganhar algum pr√™mio interpretando um papel.

Os plots de Cooper interpretando o cantor e compositor alcoólico Jackson Maine são incríveis. Além disso, a química com a Lady Gaga é digna demais. E como diretor do filme, Cooper também tinha total controle de como seu desempenho finalmente se encaixou.

Nunca menos do que 100% convincente como um √≠cone pop, Cooper finalmente prova, sem sombra de d√ļvida, o qu√£o longe ele pode chegar. Bravo.

 

John David Washington (Infiltrado na Klan)

(Reprodução)

 

Antes de qualquer coisa, vejam este filme.

O sangue aqui mostra o quão importante é o legado. O filho de Denzel Washington, John David, deu uma performance terrivelmente divertida como o detetive Ron Stallworth, o policial negro que, por capricho, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan.

Embora o trabalho de Washington não seja de todo vistoso e decididamente menos efervescente que o papel do Adam Driver, ele é o homem perfeito que o filme precisa para Spike Lee executar sua visão ousada.

Esse filme é um guia para explorar o racismo tanto histórico quanto atual, Stallworth é o ponto central da trama, e sem o trabalho rigorosamente controlado, embora profundamente simpático de Washington, não seria nem de longe tão eficaz.

 

Ryan Gosling (First Man)

(Universal)

Ryan Gosling certamente tem a reputa√ß√£o de escolher pap√©is est√≥icos e reservados que n√£o exigem muita aten√ß√£o da nossa parte ‚Äď apesar disso, eu gosto desse cara bastante ‚Äď, mas no caso de interpretar Neil Armstrong, isso √© totalmente Ryan Gosling se √© que voc√™s est√£o me entendendo.

Embora alguns tenham confundido um Gosling restrito, fazendo um retrato plano e sem vida do lendário astronauta, isso é incrivelmente fiel à falta de emoção do verdadeiro Armstrong.

Tenho certeza que esse papel foi um desafio √ļnico para Gosling, considerando alguns problemas tr√°gicos que Armstrong sofre no in√≠cio do filme, mas ele consegue contar uma grande hist√≥ria com esse rosto que est√° meio triste, meio feliz, meio chorando.

Armstrong √© uma figura americana ic√īnica, Claire Foy tomou todos os holofotes, mas Gosling merece estar aqui e n√£o ser√° surpresa sua nomea√ß√£o ao Oscar.

 

Charlize Theron (Tully)

(Reprodução)

Charlize Theron √© Charlize Theron. √Č sinceramente desconcertante que n√£o seja a favorita para o Oscar de Melhor Atriz, porque sua performance no novo drama de Jason Reitman est√° entre as melhores de sua carreira.

Interpretando uma m√£e sobrecarregada, Theron d√° vida a uma das mulheres mais incr√≠veis do cinema de 2018. √Č at√© emocionante.

Você pode praticamente sentir a exaustão de Theron em todas as cenas, enquanto sua química com Mackenzie Davis é espetacular. Simplesmente brilhante.

 

Michael B. Jordan (Pantera Negra)

(Marvel Studios)

N√£o apenas Michael B. Jordan forjou no fogo um dos melhores vil√Ķes da Marvel at√© hoje com Erik Killmonger como tamb√©m fez uma das melhores performances do ano.

A intensidade física de Jordan fala por si mesma, mas o que realmente leva Killmonger a um nível elevadíssimo é a raiva fervilhante e justa que se origina de uma criação problemática e do estado americano moderno.

Ele √© um ‚Äúvil√£o‚ÄĚ intrinsecamente simp√°tico ‚Äď apesar de seus m√©todos ‚Äď e ao nos apresentar um antagonista que n√£o tem medo de chorar l√°grimas de raiva ou lamentar o que est√° perdido, ele acaba sendo muito mais do que apenas uma imagem espelhada de T’Challa.

Seria razoável se preocupar que Jordan fosse mais um talento desperdiçado fazendo um vilão esquecível como a Marvel costuma fazer, mas o cara aproveitou ao máximo um roteiro incomum, humanístico e pensativo.

 

Yalitza Aparicio (Roma)

(Netflix)

Yalitza Aparicio nunca havia atuado antes de aparecer no novo filme do Alfonso Cuarón, mas seu desempenho brilhantemente interpretando uma empregada sobrecarregada de trabalho lutando para encontrar seu lugar na década de 1970, no México, é uma das mais evocativas e inesquecíveis do ano.

Os olhos de Aparicio têm uma qualidade assombrosa, Cuarón se concentra em todas as oportunidades que pode no olhar desta mulher, utilizando seu enquadramento digno de prêmios. Ela não fala muito no filme, mas seus olhos…

 

Matt Dillon (A Casa Que Jack Construiu)

(Reprodução)

A natureza divisora do novo horror psicol√≥gico de Lars von Trier impedir√° Matt Dillon de receber muitas ‚Äď ou nenhuma ‚Äď est√°tua de ouro nesta temporada de premia√ß√Ķes; mas n√£o se engane, seu papel como um serial killer √© um dos mais ousados do ano.

Apesar de o tenebroso e c√īmico tom do roteiro e dire√ß√£o de von Trier, Dillon interpreta o papel completamente reto, o que imediatamente eleva tanto a com√©dia inexpressiva quanto o aterrorizante terror do estudo central do personagem.

N√£o h√° muitas cenas para Dillon explodir em f√ļrias violentas, em vez disso ele opta pela meticulosidade do assassinato.

 

Emily Blunt (Um Lugar Silencioso)

(Reprodução)

Emily Blunt e seu diretor-marido John Krasinski fizeram um trabalho esplêndido neste thriller, embora seja o desempenho de Blunt que carrega toda a carga emocional de Um Lugar Silencioso nas cenas mais difíceis. Esse filme é um hino.

Como uma m√£e gr√°vida lutando para manter sua fam√≠lia segura durante uma invas√£o extraterrestre, Evelyn(Blunt) √© um retrato f√°cil de empatia, mas ela n√£o √© uma mera v√≠tima, e o trabalho direto de Blunt √© consequentemente uma das representa√ß√Ķes mais poderosas da maternidade (n√£o importando o g√™nero).

Um lugar silencioso é uma luz incomum neste gênero e Blunt brilha radiante em todas as cenas.

 

Natalie Portman (Aniquilação)

(Netflix)

O delirante thriller de fic√ß√£o cient√≠fica de Alex Garland est√° repleto de √≥timas interpreta√ß√Ķes, mas √© Natalie Portman quem lidera como a professora e ex-soldado Lena, que se aventura no cora√ß√£o de uma constru√ß√£o alien√≠gena conhecida como Shimmer.

Apesar da natureza desafiadora, às vezes obtusa, do filme de Garland, Portman faz um trabalho sutil, quase silencioso e ambíguo em quase todas as cenas.

O filme n√£o foi t√£o aclamado, com certeza, mas Garland sabe o suficiente para permitir que o p√ļblico tire as pr√≥prias conclus√Ķes.

Embora n√£o seja realmente o tipo de performance vistosa que ganha pr√™mios, tem havido poucas representa√ß√Ķes melhores de for√ßa feminina na tela este ano do que Natalie Portman fez neste filme.

 

Josh Brolin (Vingadores: Guerra Infinita)

Personagens de captura em filmes de super-heróis são sempre um pouco arriscados: basta ver como o Steppenwolf da Liga da Justiça (Ciaran Hinds) ficou.

Mas graças a efeitos visuais expressivos de cair o queixo e um desempenho fantasticamente imponente de Josh Brolin, Thanos vive o maior antagonista do MCU até hoje.

Apesar de sua apar√™ncia fundamentalmente rid√≠cula, Infinity War se recusa a tornar o Tit√£ louco um destruidor de mundos como um desenho animado. √Č estabelecido um motivo claro e, atrav√©s do desempenho inesperadamente sincero de Brolin, temos uma das interpreta√ß√Ķes mais legais do ano.

 

Lady Gaga (Nasce Uma Estrela)

(Reprodução)

Em dez minutos de cena, Lady Gaga destruiu qualquer d√ļvida que ela √© tamb√©m uma atriz incr√≠vel.

N√£o √© f√°cil dar nova vida a um papel t√£o familiar, mas combinando o drama rom√Ęntico palp√°vel com alguns acenos auto-reflexivos em dire√ß√£o √† sua carreira, Gaga impressiona.

Ganhará prêmios, muitos prêmios. Minha filha de três anos a ama então se eu não a colocasse nesta lista estaria frito.

 

Toni Collette (Heredit√°rio)

(Reprodução)

Por mais magn√≠ficas que tenham sido essas interpreta√ß√Ķes que comentei acima, nenhuma delas consegue chegar perto da Toni Collette. Ela se tornou uma filha enlutada e m√£e no filme de Ari Aster, Heredit√°rio.

Collette se confirma como uma das melhores atrizes de sua gera√ß√£o, com uma performance cheia de ang√ļstia que atinge o intestino e se agarra aos ossos.

H√° muitas cenas de destaque aqui para contar, mas o texto que ela faz na mesa de jantar certamente se encaixava profundamente na psique de quem os via. √Č a interpreta√ß√£o mais pungente e profunda de 2018. Filmes de terror n√£o costumam ganhar pr√™mios, ent√£o estamos diante de um dos momentos mais injustos da hist√≥ria do cinema.

Revis√£o: √Črico Campos

Quem é PikachuSama

Editor de Contéudo deste site. Eu não sei muita coisa, mas gosto de tentar aprender para fazer o melhor.

 

  

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