Terça, 17 De Julho De 2018

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Batman de Marini inova sem inventar.

Resenha de Marcelo Costa.

Com capa dura, bem grande e com o Batman apenas em tons de preto e cinza podem causar a impressão que estamos diante de outra tentativa de colocar o Homem-morcego em mais uma história sombria e tensa, como muitos tentam fazer. Mas a informação de que o personagem está nas mãos de um artista europeu, e não norte-americano, já começa a suavizar a sensação.

Estamos falando do espetacular Enrico Marini, que em “O Príncipe Encantado das Trevas” faz sua estreia nos quadrinhos americanos. O mais impressionante de tudo é que ele conseguiu trabalhar a essência do personagem em vários aspectos de forma magistral.

Em resumo, a história mostra mais uma disputa entre Batman e Coringa. E, então, o que teria de tão espetacular nisso? Justamente o fato de não tentar inventar. Para criar uma boa história, Marini não precisou arrancar a face do Coringa, não precisou criar uma armadura nova para o Batman, nem nada do tipo.

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Uma boa e simples história do cavaleiro das trevas.

O Coringa é o mesmo louco de sempre, que chega a matar até seus “companheiros” do crime por motivos totalmente banais, e que é capaz de cometer insanidades em nome de sua paixão pela Alerquina. O Batman e os demais personagens são os mesmos de sempre. Confesso que há tempos não lia uma história tão gostosa do Batman. O único problema é que esse é apenas o Volume 1. Como são poucas páginas deveriam ter colocado em um volume só. Pelo menos não nos deixariam com tanta ansiedade para saber como termina.

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O Coringa, na visão de Marini.

Tudo isso é reforçado com a belíssima arte de Marini. Cada página é um espetáculo a parte. E repito mais uma vez: em termos de caracterização não existe nada de novo. As vestimentas são as mesmas, a ambientação de Gotham é a mesma, e até muitas poses são bem conhecidas. Mas “Batman, o Príncipe Encantado das Trevas” traz um ar de nostálgico misturado com o novo tão bom que chega a emocionar. Só nos resta aguardar o Volume 2.

Quatro estrelas.

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