Domingo, 23 De Dezembro De 2018

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Crítica | Devilman Crybaby: Netflix fez uma obra de arte violenta e explosiva.

Netflix anda investindo pesado em suas produções originais, vale tudo na hora de manter seus assinantes felizes e firmes. Em 2017 ela havia dito que iria lançar um número bem superior de animes em 2018, e o primeiro a chegar este ano foi Devilman Crybaby.
O Título parece familiar para quem já tem mais de 30 anos, já que estamos falando da criação de Go Nagai. O Crybaby da Netflix é também uma homenagem à 50 anos dessa franquia que tem uma legião de fãs mundo afora. No original que é de 1972, o jovem Akira Fudo é possuído por um demônio e vê sua vida ser completamente modificada. Com ajuda de seu amigo de infância Ryo Asuka, Akira consegue superar sua vontade de comer gente e acalmar seu coração do mal, fazendo dele um Devilman, um demônio que ainda possui um coração humano e promete proteger todos os outros seres dos malignos demônios. A história soa até meio infantil, mas ela é assim mesmo.
 

Netflix

Mas aqui que entra as mãos da Netflix e deixa a coisa completamente devastadora. Ela chama nada menos que Masaaki Yuasa, autor de animação que fez nada menos que “Mind Game“, “Ping Pong The Animation” e “Lu Over The Wall“.

O cara faz animações bem fora do padrão comercial japonês e, o mais legal mesmo é que são surpreendentes. Ele deu todo o ar moderno ao mundo de Akira Fudo, com smartphones, redes sociais e hip-hop, mas, em termos de história, a coisa é super fiel ao original. Akira ainda continua chorão, mesmo ganhando uma nova aparência e super poderes. Na escola ele se torna o garoto que todo mundo quer ser amigo e durante a noite se torna um caçador de demônios implacável, se transformando em Devilman. Crybaby difere de seus predecessores por causa do nível da violência e sexo que é explicita. Não deixe suas crianças assistirem; lembra bastantes animes dos anos 80 como Demon City Shinjuku ou Violence Jack.
Crybaby não é o primeiro trabalho de Yuasa onde seres humanos e demônios estão em conflitos. Em 2006 ele fez a série chamada Kemonozume, que conta a história de amor de um demônio e uma humana que caça monstros. Embora Crybaby seja uma adaptação do trabalho de Nagai, quase se sente como um sucessor espiritual dessa série, tocando nas mesmas questões de identidade, preconceito, religião e amor.
O excesso de violência e temas pesados podem não parecer tão atraentes à primeira vista, mas a série tem momentos leves, não se preocupe, graças, principalmente, a um senso de humor que Yuasa sabe levar para suas animações. Quer um exemplo? Crybaby acontece num mundo onde existe um desenho animado Devilman. =)
Com 10 episódios Crybaby começa intenso e termina apoteótico. O problema é que achei o meio cansativo, mas isso não tira os valores de sua produção. Eu assisti todo em português, impecável a dublagem nacional, mas quem viu na versão original se divertiu bastante. Um dos lançamentos mais legais de animação japonesa de 2017. Recomendo!

Quem é PikachuSama

Editor de Contéudo deste site. Eu não sei muita coisa, mas gosto de tentar aprender para fazer o melhor.

 

  

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