Terça, 26 De Fevereiro De 2019

LOJA QUINTA CAPA

Crítica I Bumblebee

Confesso não ser fã da franquia Transformers no cinema. Quando criança assistia ao desenho animado e vibrei com a notícia de uma adaptação para as telonas. Porém, ao assistir os três primeiros filmes da franquia, todo aquele universo desenvolvido por Michael Bay me cansou. O que era pra ser épico, para mim, era histérico demais. Então, deixei de lado os longas posteriores.
Quando saiu o anúncio que haveria um spin-off com o Bumblebee eu me questionei: será que já não houveram explosões e destruições demais? Ter dinossauros robôs, Mark Wahlberg e Anthony Hopkins já não configurava o cúmulo da aleatoriedade? Sério que iriam estragar o personagem mais simpático da franquia? Vi o trailer e não liguei muito, parecia mais do mesmo, até que os comentários positivos começaram a pipocar e revelar coisas interessantes como o fato de Michael Bay não estar na direção. Resolvi assistir.

Longe de mim querer engrossar o coro dos detratores de Bay – ele tem filmes bem divertidos em seu currículo – mas convenhamos que sua distância da direção fez um bem danado e finalmente temos um longa decente dos Autobots. O enredo é simples: Cybertron está em guerra e é quase eminente a vitória dos Decepticons. Batendo em retirada do planeta, Optmus Prime decide mandar B-127 para sondar a Terra como um refúgio para eles. Ao chegar aqui, o robô atrai atenção do exército e de Blitzwing, um Decepticon que estava em seu rastro. No combate, B-127 despista o exercício e destrói Blitz, porém, ele sofre avarias em seu sistema de comunicação e decide assumir a forma de um fusca amarelo sendo encontrado pela jovem Charlie Watson em um ferro-velho. A garota, prestes a completar 18 anos, vive uma relação problemática com a família pelo fato de não ter superado a morte de seu pai. A descoberta do fusca abandonado ser um robô alienígena e a amizade desenvolvida entre ambos acaba sendo um catalisador para um mundo de descobertas, perigos e quem sabe equilíbrio em suas relações pessoais e familiares.

O longa assume o papel de uma prequel, se passando 20 anos antes do primeiro filme de 2007. Com isso, vemos a explicação do seu nome terrestre e do por que ele se comunicar apenas através do rádio, bem como seu visual clássico de um fusca. A estória é ambientada em 1987 e somos jogados em um universo nostálgico Spielbergiano reforçado pela trilha sonora e as inúmeras referências oitentistas espalhadas pelo filme.

O roteiro de Christina Hodson é correto e sem maiores surpresas e o diretor Travis Knight (diretor da animação “Kubo e as cordas mágicas” não repete os cacoetes de Bay focando o filme na relação de amizade entre Charlie e Bumblebee, deixando a ação para o momento certo, sem pressa. Com isso não há a necessidade de encher a história de robôs, totalizando quatro Autobots no decorrer do longa – – não contando a sequência inicial em Cybertron, lógico. Aliás, se você quiser saber quais Transformers aparecem no filme, recomendo clicar neste post onde o Pikachusama dá uma geral em quem é quem.

Essa sobriedade também se reflete no elenco humano, menos barulhento e irritante, com destaque para a protagonista Hailee Steinfeld (Charlie Watson) que emociona em sua relação com o robô, nos fazendo lembrar da já clássica animação “O Gigante de Ferro”. O núcleo familiar de Charlie também é divertido, dando de sola nos Witwicky – – a família dos três primeiros filmes. Já o núcleo militar é previsível e caricato, não fugindo a regra do que já víamos vendo anteriormente.

De maneira geral, “Bumblebee” é um filme divertido e que apesar de não inovar, cria um novo panorama para a franquia. Uma sequência pode acontecer, bem como um segundo spin-off, desta vez relacionado a Optmus Prime, mas por enquanto nada confirmado. Tudo vai depender de sua recepção nas bilheterias.

Imagens: Paramount Pictures

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