S√°bado, 21 De Julho De 2018

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Crítica | Pantera Negra, filme deixa um legado de representatividade para a história da Marvel

“Pantera Negra”, o primeiro filme da Marvel lan√ßado em 2018, cumpre o seu papel – de forma impec√°vel, diga-se de passagem – de abrir o ano da produtora impressionando pela representatividade, maturidade e, principalmente, elevando o n√≠vel para as pr√≥ximas produ√ß√Ķes do MCU. Parece que foi escolhido a dedo e na verdade foi mesmo, n√©?
S√£o 124 minutos de proje√ß√£o com uma f√≥rmula bem semelhante √† “Mulher Maravilha”: anima√ß√Ķes para contar a hist√≥ria do surgimento de Wakanda, pa√≠s fict√≠cio onde o nosso protagonista T’Challa (Chadwick Boseman) nasceu, e compreender que as cinco tribos rivais que entraram em acordo para conviver em sociedade o fizeram atrav√©s do surgimento do Pantera Negra, uma representa√ß√£o do Deus do qual os guerreiros s√£o devotos. Ainda vemos um momento dram√°tico onde um jovem Rei T’Chaka (Atandwa Kani) descobre a trai√ß√£o do pr√≥prio irm√£o, que vendia o valioso metal Vibranium ilegalmente, e da qual s√≥ sabemos a conclus√£o nos √ļltimos minutos do longa. Ap√≥s isso, finalmente engatando no que realmente fomos assistir, nos dias atuais a trama se situa uma semana ap√≥s a morte do Rei T’Chaka (John Kani), que vimos em “Capit√£o Am√©rica: Guerra Civil”, e j√° somos apresentados ao amado ‚Äď e impressionantemente avan√ßado tecnologicamente – reino do nosso protagonista, que se prepara para a coroa√ß√£o e todo o ritual que a envolve. E o resto √© hist√≥ria…

O que diferencia essa produ√ß√£o das outras da Marvel √© justamente o fato de que ela n√£o se prende aos acontecimentos de qualquer uma das suas antecessoras. A verdade √© que o filme chega como uma cr√≠tica ao momento crucial que a sociedade mundial vive e reflete, adaptando para a realidade de Wakanda, a tensa situa√ß√£o pol√≠tica e social na qual estamos inseridos. As pol√™micas decis√Ķes do atual presidente americano, Donald Trump, em rela√ß√£o √† Coreia do Norte e √† todas as suas rela√ß√Ķes exteriores, ao incentivo da repress√£o militar, passando por suas atitudes xenof√≥bicas, racistas e socialmente segregadoras est√£o muito bem representadas atrav√©s das motiva√ß√Ķes do vil√£o Killmonger, vivido pelo aclamado Michael B. Jordan, e do contraste de seus ideais com os do mocinho T’Challa e de todos ‚Äď ou todas ‚Äď que o rodeiam.
Um destaque de “Pantera Negra” √© que, at√© que enfim, as mulheres fazem a MAIOR diferen√ßa e n√£o est√£o ali apenas para preencher a cota “bonitona” da produ√ß√£o. Muito pelo contr√°rio, elas n√£o dependem da sua beleza para alcan√ßarem seus objetivos: o fazem atrav√©s da coragem, da garra e da intelig√™ncia de cada uma. Todo o universo do her√≥i √© constru√≠do e desenvolvido por causa das figuras femininas que est√£o a sua volta: Okoye (Danai Gurira), a general do ex√©rcito de Wakanda ‚Äď que √© composto totalmente de mulheres – e bra√ßo direito do Pantera Negra, Shuri (Letitia Wright), que nos mostra que n√£o precisamos de um Jarvis (Paul Bettany), pois ela √© a maior g√™nia do Universo Marvel e respons√°vel por toda tecnologia desenvolvida no pa√≠s africano, que j√° √© muito mais avan√ßada do que o Tony Stark (Robert Downey Jr.) jamais poderia imaginar, Nakia (Lupita Nyong’o), a mocinha que de mocinha n√£o tem nada, pois √© uma espi√£ treinada e perigos√≠ssima com suas habilidades de batalha e de quebra ainda √© dona do cora√ß√£o de T’Challa e capaz at√© de “trav√°-lo” no meio de brigas intensas. E por √ļltimo, mas n√£o menos importante, a Rainha Ramonda (Angela Bassett), que √© uma sacerdotisa experiente, m√£e do protagonista e de onde ele herdou toda sua for√ßa e perseveran√ßa.
Outro acerto do filme √© o pr√≥prio T’Challa, que convence em todos os aspectos e conquista por seu carisma e humildade. Ele demonstra ser o equil√≠brio perfeito entre raz√£o e emo√ß√£o que os nossos queridos Vingadores tanto precisam antes de travarem a maior guerra de suas vidas na conclus√£o da Fase 3 do MCU.
Mas √© claro que n√£o s√£o s√≥ de Ervas Cora√ß√£o ‚Äď entendedores entender√£o ‚Äď que se faz o filme, porque, apesar de termos um twist de cair o queixo envolvendo o antagonista, o seu desfecho √© um clich√™ e chega at√© a ser bobo se levarmos em conta todas as amea√ßas que ele trouxe para a vida do mocinho e toda a sociedade de Wakanda. Assim como as cenas de luta, que n√£o saem do “basic√£o” dos saltos sobre carros, barulhos de socos e armas ensurdecedores e acrobacias imposs√≠veis. Mas nada que prejudique a mensagem pol√≠tica que o longa deseja passar, que √© refor√ßada mais ainda na primeira das duas (SIM!) cenas p√≥s-cr√©ditos. O segundo clipe finalmente mostra uma liga√ß√£o com o resto do Universo Marvel ao mostrar um personagem que dividiu muitas opini√Ķes e nos dar um gostinho do que vem por a√≠ em “Guerra Infinita”.

Men√ß√£o honrosa para a trilha sonora IN-CR√ć-VEL produzida por Kendrick Lamar, um dos artistas mais respeitados e premiados da m√ļsica atual, e que d√° o tom do “Pantera Negra” que tanto esper√°vamos: corajoso, intenso e inesquec√≠vel. O filme esta em cartaz nos Cinemas Teresina!

Quem é PikachuSama

Editor de Contéudo deste site. Eu não sei muita coisa, mas gosto de tentar aprender para fazer o melhor.

 

  

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