Quinta, 20 De Dezembro De 2018

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Crítica | Perdidos no Espaço РPrimeira Temporada (2018)

Perdidos no Espaço é uma série que realmente podemos dizer que pode ser assistida por toda a família, sempre foi bem didática desde de sua primeira versão de 1965, na nova versão da Netflix continua introduzindo temas científicos e espaciais com problemas familiares, mesmo com uma vilã que não deu muito certo.
Mas vamos primeiro falar das coisas boas. Os criadores da série Matt Sazama e Burk Sharpless fizeram um grande trabalho ao trazer uma franquia de 50 anos para o século XXI, preenchendo seu mundo com personagens complexos e vibrantes.
A fam√≠lia Robinson √© algo que se deve respeitar por sua import√Ęncia hist√≥rica na fic√ß√£o cient√≠fica para TV e acredito que os atores e seus personagens foram um dos pontos fortes da s√©rie. Caso voc√™ n√£o conhe√ßa a fam√≠lia, leia este pequeno resumo:
Depois de um grande objeto misterioso chamado de Estrela de Natal colidir com a Terra, a humanidade √© for√ßada a procurar um novo mundo habit√°vel para chamar de lar. Quando sua nave-m√£e, The Resolute, entra numa anomalia do tempo-espa√ßo, todas as naves J√ļpiter, incluindo a nave dos Robinsons, J√ļpiter 2, s√£o for√ßados a evacuar, o que resulta em seu pouso em um planeta inexplorado. Muita coisa eu deixei de fora, ainda escrevendo um especial sobre a vers√Ķes para TV e cinema que j√° sa√≠ram e ficaram no papel. Aguardem.
√Č neste planeta que os Robinsons encontram seu maior inimigo. N√£o, eu n√£o estou falando do Doutora Smith, dela, eu j√° falo. O maior obst√°culo que senti na primeira temporada s√£o eles mesmos. Especialmente quando se trata de trabalhar em equipe. O uso efetivo de flashbacks pelos escritores ao longo da s√©rie oferece informa√ß√Ķes vitais, o que ajuda o espectador a entender melhor o que faz os Robinsons serem t√£o marcantes.
Por exemplo, John Robinson, interpretado por Toby Stephens (Black Sails), luta para ser o pai que seus filhos precisam que ele esteja em tempos de crise. Aprendemos logo que ele √© um fuzileiro naval e raramente v√™ seus filhos porque est√° em miss√Ķes secretas na maior parte do tempo. Quando seu filho Will (Maxwell Jenkins) n√£o consegue encontrar a coragem para completar uma tarefa dif√≠cil, em vez de ser um pai consolador, John trata Will como um soldado, gritando ordens e dizendo-lhe para seguir o protocolo. Stephens interpreta um John que quer fazer a coisa certa, mas n√£o sabe como. √Č um dilema que s√≥ piora quando o rob√ī aparece.
Perigo! Perigo! Will Robinson! Est√° de volta com uma vers√£o reimaginada do robusto rob√ī que agitava os bra√ßos. A hist√≥ria de origem do rob√ī √© um pouco diferente e mais original do que seus antecessores, mas n√£o vamos estragar as raz√Ķes. No lugar de um pai distante, o relacionamento de Will com o rob√ī se torna fundamental para a temporada, j√° que John detesta e tem uma respeito pelo rob√ī por cuidar de seu filho. Algo que ele n√£o conseguiu fazer na Terra.
As mulheres Robinsons s√£o igualmente fant√°sticas. Maureen (Molly Parker), a m√£e, √© a l√≠der do grupo. At√© o frio e distante John se apaixona por ela. Mesmo achando as vezes que seus filhos ir√£o em algum momento tomar situa√ß√Ķes erradas.
Há também Penny (Mina Sundwall), a filha do meio, e Judy (Taylor Russell), a mais velha. De todas as crianças, Judy passa pela maior transformação nesta temporada. Aos 18 anos, ela já é uma cirurgiã treinada que carrega o peso do mundo nos ombros sempre que alguém está gravemente ferido. Depois de passar por seu próprio evento traumático logo após o acidente, Judy experimenta episódios de TEPT que impedem sua capacidade de realizar seu trabalho. Russell lida bem com o frágil estado emocional de sua personagem e recebe meu prêmio como o melhor papel da primeira temporada, mas infelizmente, nem todo personagem é tão incrível quanto Judy.
Ent√£o ‚Ķ Lembra daquele problema ds vil√£ que mencionei anteriormente? Vamos falar sobre o Doutora Smith, interpretado por Parker Posey. Em uma s√©rie que efetivamente ressurgiu como um drama din√Ęmico do s√©culo 21, Posey Smith se sente presa ainda em 1965, eu quase acreditei que em algum momento ela diria: ‘‚Äėn√£o tema, com Dr. Smith, n√£o h√° problema‚Äô’. Sua vers√£o de Smith √© bem legal, interpreta√ß√£o mediana, mas n√£o deu para engolir por que os Robinsons continuam dando suas chances em vez de joga-la pela eclusa de ar. O Dr. Smith original e sua vers√£o feminina √© t√£o obviamente malvado, cara, cientistas n√£o podem ser t√£o tapados assim. Mesmo quando os escritores tentam desenvolver sua hist√≥ria, ela fica aqu√©m. Nenhuma de suas motiva√ß√Ķes, exceto a sobreviv√™ncia, faz sentido. Se voc√™ tirasse Smith da foto, ningu√©m sentiria falta dela. Ela est√° definitivamente precisando de seu pr√≥prio reboot na segunda temporada.
Confira o trailer:

Veredito:

Perdidos no Espaço é uma série de aventura de ficção científica que toda a família pode desfrutar. Os Robinsons são uma família fascinante que está lutando por sua própria sobrevivência, bem como a da raça humana. Ao longo de seus 10 episódios, você será apresentado a alguns outros personagens coloridos como o malandro Don Smith, interpretado por um carismático Ignacio Serricchio e Victor Dhar, o tipo político que você simplesmente ama odiar. Vale a pena ainda. Recomendo
Perdidos no Espa√ßo ‚Äď 1¬™ Temporada (Lost in Space ‚Äď Season 1, EUA ‚Äď 13 de abril de 2018)
Desenvolvimento:  Matt Sazama, Burk Sharpless (com base em criação de Irwin Allen)
Direção: Neil Marshall, Tim Southam, Alice Troughton, Deborah Chow, Vincenzo Natali, Stephen Surjik, David Nutter
Roteiro: Matt Sazama, Burk Sharpless, Zack Estrin, Katherine Collins, Kari Drake, Ed McCardie, Vivian Lee, Daniel McLellan
Elenco: Toby Stephens, Molly Parker, Ignacio Serricchio, Taylor Russell, Maxwell Jenkins, Parker Posey, Mina Sundwall
Duração: 47-65 min. por episódio (10 episódios no total)

Quem é PikachuSama

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