Domingo, 27 De Janeiro De 2019

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Crítica | Polar, Netflix entra na era dos heróis assassinos

Um filme de ação Polarizado…

A Netflix está de olho no gênero de filmes baseados em quadrinhos, principalmente de quadrinhos que tenham assassinos vingativos. Pensando nisso, ela lançou esta semana Polar, uma aventura sangrenta bem no estilo John Wick com Kill Bill e estrelada por Mads Mikkelsen (Hannibal) e Vannesa Hudgens (Garotas Perigosas).

Criada em 2012 pelo espanhol Víctor Santos (roteiro e arte) a webcomic Polar tem como personagem principal (e, depois do primeiro volume, recorrente) o assassino de aluguel chamado Black Kaiser, homem que se tornou internacionalmente famoso em sua área durante a Guerra Fria e trabalhou para “todo mundo” no ramo, dos dois lados políticos do conflito.

 

 

Polar centra-se no infame assassino chamado Duncan Vizla (Mikkelsen), na organização de assassinos de aluguel ele trabalha, sua aposentadoria e uma fraude no INSS. Segundo o contrato da organização todos os assassinos contratados ao completar 50 anos precisam se aposentar. O desenvolvimento do filme é esse: A Organização não quer pagar o aposento milionário do Duncan e contrata os maiores assassinos do mundo para dar fim nele.

Embora Polar não traga nada de novo ao gênero, ele é suficiente para ser diferente de títulos parecidos. Ao contrário do Sr. Wick ou da Sra. Kiddo, o Duncan de Mikkelsen não está sobrecarregado com um passado trágico. Ele é apenas um simples assassino matando das 9 às 17 horas para ganhar um dinheirinho. Não tem uma história complexa sobre seu passado, apenas que ele é um cara misterioso, que Mikkelsen incorpora de forma eficaz. O ator dinamarquês mostra vários lados emocionais de Duncan ao longo do filme. Em uma cena memorável – que lembra Um Policial No Jardim de Infância de Schwarzenegger – Duncan demonstra a arte de matar para algumas crianças da escola em um dos mais hilários momentos do cinema de assassinos vingativos.

A história de Duncan ganha mais interesse com a adição de Camille (Hudgens), uma jovem socialmente com problemas e misteriosa que mora ao lado de sua cabana nas montanhas geladas. Os dois formam um atraente vínculo entre pai e filha que dá a esta aventura assassina alguns momentos reconfortantes. Camille está lutando para superar um evento trágico em seu passado e mesmo que Duncan fosse uma terapeuta terrível, é até engraçado ver o velho assassino tentando confortá-la. O relacionamento deles é a melhor parte de Polar, enquanto tudo o mais – além da ação – é esquecível, porém, divertido.

Ducan precisa morrer para não receber a milionária aposentadoria. Um esquadrão de matança está a sua procura, o problema que esse grupo é irritante e parecem mais um bando de adolescentes drogados que assassinos profissionais. É um problema assistir as cenas deles, já que eles são parte integrante da primeira metade do filme.

Há também Vivian, friamente interpretada pela estrela de Vikings, Katheryn Winnick. Apesar de não ser tão cansativa sua personagem não desenvolve. Já o Herman Blut, de Matt Lucas, o principal antagonista do filme, é digno de nota. Lucas habilmente faz um personagem caricato, irritante e carismático. Esse tipo de vilão anda em falta no cinema. É o mais parecido a versão original dos personagens que foram adaptados, quase exagerado em alguns momentos, mas sua natureza implacável e seu comportamento sinistro equilibram seus momentos mais extravagantes.

Felizmente, todas as coreografias, tiroteios e lutas são fantásticos. Duncan em ação é uma demonstração violenta e brutal de eficiência letal. O diretor Jonas Åkerlund consegue um bom equilíbrio entre o combate com arma de fogo e o combate corpo-a-corpo. Se você gosta John Wick e na franquia Bourne, veio ao lugar certo.

(Netflix)

Veredito

A química de Mads Mikkelsen e Vanessa Hudgens traz um pouco da humanidade necessária para a história sanguinária de Polar. Duncan também é surpreendentemente engraçado de uma maneira sutil. A ação é extremamente violenta e habilmente dirigida por Jonas Åkerlund. Se o elenco de apoio não fosse tão esquecível, o Polar poderia ter sido um ótimo filme de ação. Felizmente, há mais histórias para contar do universo de Polar, então talvez essa não seja a última vez que vemos o Kaiser Negro em ação. Recomendo.

Quem é PikachuSama

Editor de Contéudo deste site. Eu não sei muita coisa, mas gosto de tentar aprender para fazer o melhor.

 

  

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