Quarta, 26 De Dezembro De 2018

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D&Dezembro| Cyberpunk nos jogos de RPG

Cyberpunk é uma das temáticas mais usuais para jogos de RPG, e um dos clichês que o gênero demonstra é uma imersão no Cyberespaço.

O Cyberespa√ßo surge pela primeira vez no cl√°ssico “Neuromancer” de William Gibson (esperem um texto sobre no Janeiro liter√°rio), e √© um gen√©rico para esta foderosa rede mundial de intrigas que √© a internet. Dentro do livro de Gibson que faz parte da trilogia do Sprawl, a internet (ou cyberespa√ßo) √© o lugar para onde voc√™ vai ao se conectar na internet com um console ou diretamente em alguma modifica√ß√£o corporal que o permite fazer isso.

neuro

Mas e nos jogos?

Em RPG, isso n√£o √© diferente. Em¬†Shadowrun¬†por exemplo, a internet √© um ambiente muito semelhante ao plano “astral” dos RPGs de fantasia, onde os Hackers conseguem se conectar e facilmente adquirir informa√ß√Ķes. Um grande clich√™ (e algo que eu n√£o goste muito) √© que normalmente estes jogos se esfor√ßam para fazer com que este espa√ßo seja seu pr√≥prio sistema fechado. Um “minijogo” dentro do jogo, se √© que voc√™s me entendem.

Isso talvez seja uma coisa que me irrite dentro da m√≠dia que se declara Cyberpunk de uma forma geral, que √© colocar o visual acima da subst√Ęncia. Sistemas de RPG mais antigos, como o Cyberpunk 2020, costumam se focar mais em “como estas armas funcionam” e “como o cyberespa√ßo √© um minijogo” do que em de fato tratar como essas coisas refletem dentro do universo e cen√°rio do jogo.

Talvez isso seja uma coisa mais frequente em jogos de RPG mais “Gamistas” (focados em Regras, ao contr√°rio de jogos mais narrativistas), mas certamente √© um “clich√™” do g√™nero dentro do mundo dos RPGs. Mesmo o “The Sprawl”, que usa a Apocalipse World Engine foca-se em funcionar a partir de “miss√Ķes”, tal qual “Shadowrun”.

“Mas √© um jogo!”

Sim, e ainda sim encontramos jogos focados no interior dos personagens e como eles reagem com o mundo. Vampiro: A M√°scara por exemplo, faz com que atitudes “seguras” sejam mais bem recompensadas do que as mais arriscadas (pelo pr√≥prio sistema, relativamente punitivo).

Raros s√£o os jogos que abordam a parte “punk” do Cyber, e talvez eu possa recomendar um dos jogos que n√£o s√≥ o recompensam por interpretar seu personagem, como torna quase obrigat√≥rio: “The Veil”, ou “O V√©u” que saiu pela F√°brica Editora (fizemos um texto sobre ele aqui).

E vocês? Recomendam algum RPG que atinja mais o cerne da literatura Cyberpunk? Deixem nos comentários!

 

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