Quinta, 21 De Fevereiro De 2019

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Kingdom: a série de zumbis da Netflix que se passa na coreia medieval é assustadora!

Entre os fãs do cinema de terror, a palavra “zumbi” é uma velha conhecida que sempre estará relacionada a muito sangue e boas histórias para assistir com os amigos, ninguém assiste filme de Zumbi sozinho porque a maioria dos seres humanos gostam de zumbis.

De “Extermínio” para “Meu Namorado é um Zumbi” ou as milhares de temporadas de “The Walking Dead”, os zumbis sentem esse gostinho que nunca morrerão no gosto popular, mesmo que isso seja um trocadilho infeliz. A origem de como nós gostamos de filmes de zumbis, particularmente eu não sei, mas acredito que esse gênero exista desdo do surgimento do cinema e que vem sofrendo alterações boas e ruins durante todos esses anos. Para alguns, é um gênero morto (olha o trocadilho péssimo novamente). No entanto, parece que Netflix não ligou para isso e trouxe-nos uma série incrível, assustadora e porque não original.

Criado por Kim Seong-hun e Kim Eun-hee – o diretor e escritor sul-coreano responsável pelo filme policial “Um Dia Difícil” e o Kdrama “Signal”, respectivamente. “Kingdom” é um projeto colaborativo deles com a Netflix de proporções épicas. O trabalho desses dois caras é atraente, combinou de uma forma inexplicável, e isso é antes de você saber sobre da história e hierarquias corruptas da Coreia do Sul medieval, zumbis vorazes e violência de revirar o estômago. Tudo isso ocorre ao mesmo tempo nesta primeira temporada.

Deixarei sem traduzir o nome da série, a Netflix deixou o nome original no catálogo, as resenhas que estão saindo também escrevem Kingdom, não me trate como chato novamente.

Para situar vocês, a história acontece no período conhecido como Joseon que durou centenas de anos (1392 e 1897) na história da Coreia, Kingdom dar ênfase na jornada de um príncipe herdeiro (interpretado por Ju Ji-hoon) enquanto ele tenta descobrir a origem de um misterioso surto que começa que a pôr em risco a população de seu país. Ao longo do caminho, ele encontra horrores além de sua imaginação, enquanto cresce lentamente em seu papel de futuro governante. Os Kdramas não são complexos ou profundos, eles costumam apenas contar boas histórias.

Netflix

E misturar gêneros em séries de TV está longe de ser uma ideia inovadora, mas o que diferencia Kingdom do padrão é sua construção histórica e interpretação da mitologia da criatura zumbi. Funcionando mais como um seriado de horror popular, embora politicamente carregado, Kingdom explora um território relativamente desconhecido e, por sua vez, atinge o sentimento de experimentar um conto diferente pela primeira vez. Eles misturam água e óleo e a mistura por mais que no final sabemos que não vai dar liga, funciona de forma surpreendentemente eficaz.

Uma coisa que pouca gente não sabe, mas as produções coreanas são insanas. Eles fazem um trabalho acima da média no quesito produção e direção. O diretor Seong-hun nunca falha. Cinematografia afiada e design de figurino visualmente impressionante surgem contra a paisagem árida em que os personagens se veem lutando pela sobrevivência. No geral, cada episódio apresenta pelo menos uma imagem ou cena que irá lhe assustar. Kingdom revela sua beleza apocalíptica.

Tematicamente, Kingdom utiliza sua história fictícia para abordar uma questão bem real dentro da história da Coreia, a disparidade de classes entre ricos e pobres. Como uma desconstrução do efeito de um regime político autoritário e antiético sobre a população, a série consegue esgueirar-se em um punhado de observações oportunas para acompanhar suas cenas de ação encharcadas de sangue. Embora o pano de fundo e o tema social não se apresentem de maneira direta e talvez só apareçam se você realmente estiver procurando por eles, as dicas permanecem admiráveis. Mais um pouco de história: A coreia teve diversos momentos de fome e apesar de ser um país relativamente pequeno se a gente for comparar a China que fica do lado, é um dos países asiáticos que mais teve surto de fome em sua história. E a série fala disso, não percebeu? Assiste de novo.

Certo, vamos agora dar uma pausa nos elogios e reclamar um pouco, porque é para isso que existe crítica rs

 

Embora o modelo narrativo seja de uma hora por capítulo, coisa comum nas séries sul-coreanas, “Kingdom” deixa a desejar sobre isso e o ritmo as vezes fica bem lento e chato de assistir. Apesar de a série ficar mais dinâmica a cada episódio, a forma como encerravam cada plot não foi bom. O roteiro tem alguns problemas de desenvolvimento dos personagens principais e vez por outra você consegue enxergar a cola que seguras barbas falsas no resto dos atores e trabalhos de alvenaria em castelos e templos medievais.

Embora a jornada de Ji-Hoon de um príncipe evoluindo da realeza esnobe para um guerreiro bondoso pareça autêntico, ele falha em fornecer qualquer empatia com a gente que está assistindo, mas isso é também comum nos Kdramas, porém, o público em sua maioria não assiste novela sul-coreana, então ficou complicado engolir um protagonista frio e com pouca substância dramática. Depois de algumas horas, os episódios parecem estar continuamente fazendo as mesmas coisas nos mesmos lugares, mas de uma forma à medida que o filme se aproxima do final, os plots da trama funcionam muito bem.

Veredito

Se seus elementos que deram errado tivessem sido ajustados, “Kingdom” poderia ter se tornado o grande sucesso e uma revolução que o cinema e TV sul-coreana merece. O ocidente não pode gostar muito, mas esta série é incomum, sangrenta e sabe falar de vida de uma forma linda e graciosa. Considerando o estado supersaturado do mercado com tema zumbi, é animador ver a Netflix se arriscando. Esperemos que esse modelo de série, ao contrário da febre zumbi, seja uma tendência que dure por muitos anos. Recomendo.

Quem é PikachuSama

Editor de Contéudo deste site. Eu não sei muita coisa, mas gosto de tentar aprender para fazer o melhor.

 

  

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