Sexta, 21 De Dezembro De 2018

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Ursula K le Guin | Conheça sua histórias essenciais!

Da fantasia de Terramar aos planetas ambiciosos, estas obras-primas oferecem apresenta√ß√Ķes brilhantes de uma escritora deslumbrante, que quebrou paradigmas num terreno completamente novo com livros traduzidos para mais de 40 idiomas, Le Guin √© reconhecida nos g√™neros de fic√ß√£o cient√≠fica e fantasia.¬†
[Autoria: Alison Flood]
[Tradução: Daniely Marques]
 
O Feiticeiro de Terramar

O Feiticeiro de Terramar

“Das cidades em seus altos vales e os portos em suas ba√≠as estreitas sombrias, um Gontishman saiu para servir os Senhores do Arquip√©lago em suas cidades como assistente, ou mago, ou, √† procura de aventura, divagando seu trabalho de magia para ilha de todo¬†o Terramar¬†“, ¬†assim ela d√° in√≠cio √† hist√≥ria.
Uma de suas primeiras obras, esta hist√≥ria est√° ambientada no mundo de Terramar, um arquip√©lago de ilhas, e segue a vida do jovem mago, Ged, da ilha de Gont.¬†Ged √© levado por um grande mago, Ogion, e estuda em uma escola para magia.¬†(Parece familiar, a autora disse ao The Guardian que J.K. Rowling¬†“poderia ter sido mais generosa” ao reconhecer a novela de 1968.) Enquanto l√°, seu orgulho o tenta ao convocar uma “sombra”, uma fera que tentar√° escapar durante o ¬†resto do livro, e s√≥ conseguir√° vencer essa escurid√£o quando reconhece-la em si mesmo.
Existem muitas aventuras em Terramar, ¬†incluindo Os t√ļmulos de Atuan, O mais distante da costa e Tehanu, todas escritas ¬†da forma m√°gica particular ¬†de Le Guin.¬†E com √°gua, barcos e drag√Ķes, “de alas finas e espinhosas”.¬†Grandiosamente, essas hist√≥rias para crian√ßas, s√£o mais profundas e mais s√°bias do que muitas romances de fantasia para adultos.
A m√£o esquerda da escurid√£o
Cortesia e reprodução: Revista TRENDR

Situado no universo de Hainish, ao qual Le Guin retornaria em outras hist√≥rias, ‚ÄúA m√£o esquerda da escurid√£o‚ÄĚ ¬†fala de Genly Ai, um emiss√°rio do planeta Winter ou Gethen, que est√° convidando seu povo para se juntar ao Ekumen, uma coaliz√£o de planetas.¬†Os Gethenians s√£o “ambiciosos” – principalmente andr√≥ginos, quando entram no estado de “kemmer”, podem se tornar masculinos ou femininos para se reproduzir.¬†A autora refere-se a cada Gethenian como “ele” – levando a frases como: “O rei estava gr√°vida”.
Vencedor dos pr√™mios Hugo e Nebula Awards , ambos for√ßam o leitor a reexaminar o g√™nero e, mais tarde, se torna uma aventura hol√≠stica, quando Genly √© preso, ¬†e seu amigo Getheniam se prop√Ķe a resgat√°-lo.¬†Para o cr√≠tico Harold Bloom, o livro significava que “Le Guin, mais do que Tolkien, criou a fantasia para a literatura acima do nosso tempo“.
The lathe of heaven (sem tradução ainda em Português)
The Lathe Of Heaven ‚Äď Ursula K. Le Guin (1971)

“Eu tive sonhos … isso afetou n√£o mundo dos sonhos, mas o real.‚ÄĚ Diz ¬†George Orr, um homem cujos sonhos t√™m a capacidade de mudar a realidade.¬†Seu psiquiatra, William Haber, aproveita esse poder, usando-o de maneira mesquinho e assim: quando George sonha com a paz, os extraterrestres chegam para destruir o mundo.¬†Sonhar com o fim do racismo significaria para George que a pele da mulher que ama ficaria cinza, uma advogada negra que tenta salv√°-lo das garras de Haber, e acaba desaparecendo.¬†“Nunca ter conhecido uma mulher com pele marrom, e cabelos curtos de forma que aparecesse a curvatura do seu pesco√ßo, parecendo um vaso de bronze – n√£o, isso estava errado.¬†Isso n√£o √© poss√≠vel.¬†Que toda alma na terra deve ter um corpo de cor de um navio de guerra: n√£o! ”
Os despossuídos
Reprodução

Le Guin chamou essa novela de uma¬†“utopia anarquista”¬†, uma rea√ß√£o √† guerra do Vietn√£.¬†Originalmente, “uma hist√≥ria curta¬† e muito ruim” de acordo com ela mesma,¬†havia um livro nele, e eu sabia disso, mas o livro teve que esperar para que eu aprendesse sobre o que estava escrevendo e sobre como escrever sobre isso.¬†Eu precisava entender minha oposi√ß√£o apaixonada √† guerra que n√≥s √©ramos, sem parar, no Vietn√£, e protestando sem parar em casa “, ela escreveu isso em uma introdu√ß√£o desse livro.
A ação alterna entre os mundos gêmeos de Urras e Anarres. Um século antes, revolucionários anarquistas de Urras criaram uma nova sociedade em Anarres e tentaram viver sem propriedade. As duas sociedades desenvolveram-se com poucos contatos desde então. Mas o físico Shevek, que está trabalhando em um método de comunicação interestelar chamado Princípio da Simultaneidade, está se desiludindo com a filosofia anarquista de Anarres e viaja para Urras para encontrar mais liberdade.
De acordo com um perfil de Le Guin pelo romancista Hari Kunzru, o livro ainda circula em comunidades ativistas, com jovens anarquistas lendo mais obras da autora para obter conselhos.¬†Mas Le Guin disse a Kunzru que os encontros a deixaram “embara√ßada e um pouco culpada” porque, desde que escreveu o livro, concluiu que o √ļnico caminho para uma sociedade anarquista ser totalmente implementada era “ficar completamente isolado de todos os outros”.¬†Ent√£o, provavelmente, o mesmo se destruir√° por dentro, porque somos criaturas perversas.¬†Mas foi uma coisa ador√°vel ler este livro e acompanha-lo at√© o final,¬† ele tem uma bela como uma estrutura intelectual para um livro de fantasia, principalmente conceitos sobre Anarquismo.¬†Que era realmente o que o anarquismo era para mim, uma maneira de pensar, uma maneira de imaginar, mas n√£o uma cren√ßa‚ÄĚ.
 
[*] Artigo publicado em THE GUARDIAN (24/01/2018):  Texto Original
[**] Todos os textos traduzidos possuem conte√ļdo meramente did√°tico e n√£o lucrativo. Para cita√ß√Ķes deve-se recorrer ao original.
 

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