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Quadrinho inspirado em Engenheiros do Hawaii ganha menção honrosa.

Ok! O melhor título desta matéria seria “Quadrinho inspirado em Engenheiros do Hawaii é premiado em exposição competitiva”, mas tudo bem, a menção honrosa é o mérito de uma quase vitória, como me disse Jota A, um dos curadores da exposição, e só inicio este texto comentando desta forma porque o quadrinho em questão é de minha co-autoria, o que me torna muito isento em qualquer avaliação.

A violência travestida faz seu trottoir” tem apenas duas páginas e participa de exposição no Teresina Shopping por conta da programação do já tradicional “Artes de Março“, festival de arte e cultura com várias frentes linguísticas, mas que privilegia a música e que acontece há muitos anos na cidade.

O quadrinho foi escrito por Ícaro Igreja, amigo de longa data, a meu convite. O tema da exposição competitiva era a música dos anos 90, e valia de tudo, de rock a pagode, passando por Mamonas Assassinas e Back Street Boys. Eu comentei com o Ícaro, que sei tratar-se de grande fã do Engenheiros, que eu gostaria de fazer uma história que unisse trechos e versos do disco “O papa é pop“, disco lançado no final de 1990, praticamente  iniciando aquela década e, com certeza, marcando profundamente o divertimento musical de muita gente da minha geração. Mas eu travei no roteiro, então passei a bola pra ele, que, rapidamente me passou tudo por whatsapp mesmo, em poucas horas. Parecia até que já tinha a história pronta!

Ícaro Igreja, ao lado do quadrinho em exposição no Artes de Março

O quadrinho traz, em suas breves duas páginas, referências a 5 das 8 faixas do disco (O Exército de um homem só, Pra ser sincero, Era um garoto que como eu…, Perfeita simetria e à faixa que dá título ao trabalho) e é uma homenagem, não só ao pop rock dos anos 90, mas ao cenário político da época, com os caras-pintadas invadindo as ruas do Brasil.

Claro que são apenas duas páginas e não dá pra desenvolver muito, mas a brincadeira foi divertida. Adoro musicais e fiz o quadrinho imaginando os personagens cantando aqueles versos, com toda a magia temporal que a música empresta ao cinema. Espero que gostem e que compartilhem até chegar ao meu colega, Humberto!

Obs: ainda não fui ver a exposição, então, depois eu faço uma matéria com os verdadeiros trabalhos premiados.

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Bernardo Aurélio
Sou desenhista, criador do Máscara de Ferro e autor do quadrinhos Foices & Facões. Sou formado em história e gerente da livraria Quinta Capa Quadrinhos