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Fórmula de Top Gun: Maverick é metade anos 80, metade 2022

A maior parte das cenas foram filmadas de maneira real, com aeronaves reais cedidas pela Marinha dos EUA

A grande habilidade dos produtores de “Top Gun: Maverick”, e principalmente do diretor Joseph Kosinski, foi construir um remake utilizando todo o emocional do filme original acrescentando os pensamentos e a tecnologia dos tempos atuais.

A começar por decidir reviver um filme que marcou a infância e juventude de muita gente nos anos 80 (o filme original é de 1986). Exceto pela canção “Take My Breath Away (Berlin)”, que antes tocava em pelo menos metade das cenas do filme, o novo Top Gun repete o carisma de Tom Cruise (agora fazendo o par romântico com Jennifer Connelly), as relações de amizade, e muito mais. O romance desta vez foi embalado por “Hold My Hand” (de Lady Gaga).

O romance desta vez é embalado por “Hold My Hand”, da Lady Gaga

Ainda com relação ao emocional, um dos pontos mais marcantes, sem dúvida, foi a participação de Val Kilmer, mais uma vez interpretando Iceman, agora Almirante da Marinha dos EUA. Kilmer sofre de um câncer na garganta e, por conta de uma traqueostomia, perdeu a voz. Suas falas neste novo Top Gun acontecem através de uma tecnologia que, a partir da coleta de sua voz em cenas antigas, montou suas falas neste novo filme. Certamente vê-lo em atuação foi algo que “bateu” forte não só para o público, mas principalmente para sua família, para Tom Cruise e o restante do elenco.

Vale destacar ainda que o filme foi dedicado a Tony Scott, diretor do original, que morreu em agosto de 2012.

O grande “retoque”, por assim diz, foi a modernidade dando mais vida as cenas de ação. Em muitas delas, enquanto o piloto ficava preso ao assento pelo impacto da gravidade, o expectador no cinema colava na cadeira, prendendo a respiração.  A maior parte dessas cenas foram filmadas de maneira real, com aeronaves fornecidas pela Marinha dos Estados Unidos, além de uma construída especialmente para o filme.

Com tudo isso, os criadores deste remake evitam o grave erro de tentar simplesmente criar algo novo, esquecendo as riquezas do original, e com isso construíram um belo filme, que certamente vale a pena conferir no cinema.

Marcelo Costa
Jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí com mais de 20 anos de atuação na área, sempre com destaque para área cultural, principalmente no campo das histórias em quadrinhos, cinema e séries.