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Primeiras impressões de Battle for Azeroth

World of Warcraft - Battle for Azeroth

Depois de duas semanas de Battle For Azeroth jogando apenas com meu personagem principal, aqui vão minhas primeiras impressões.

Interface

Aproveitando que a maioria dos addons que eu utilizava antes da expansão estavam desatualizados, resolvi dar uma chance para a interface original da Blizzard.

Logo de cara percebi a mudança na localização da microbarra (onde estão os botões do personagem, menu, grimório de habilidades e outros) que foi destacada e posicionada no canto inferior direito. Me agradou bastante a mudança pois agora tenho mais espaço no centro da tela onde concentro mais minha visão.

Com essa mudança agora temos todas as barras de ação, onde normalmente ficam as habilidades e itens que mais utilizo, exceto por uma que fica do lado direito na vertical que utilizo mais para profissões e pedras de regresso.

A única alteração que fiz foi o posicionamento dos quadros de personagem, tanto meu como do meu alvo (como pode ver na imagem), e grupo para o centro da tela. Mas isso é uma questão pessoal, estou acostumado a jogar assim por conta da interface ElvUI que utilizava no Legion.

Screenshot da Interface World of Warcraft

A Batalha de Lordaeron

Levando em consideração que joguei em dupla, o nível de dificuldade do cenário inicial não é dos maiores. Acredito que dá para fazer tranquilamente solo inclusive com os alts.

Durante o cenário há vários vídeos e cutscenes com uma dublagem impecável (ao menos para quem joga em português) que só deixam a experiência ainda mais épica, empolgante e imersiva.

Um fato que me chamou atenção foi a presença dos Gnomos com uma participação grande e imprescindível para o sucesso da investida.

Não cheguei a jogar do lado da Horda mas pelo que vi em algumas live streams e outros vídeos a história é basicamente a mesma porém contada de diferentes perspectivas.

A chegada em Kul Tiras

Chama a atenção desse início que você chega à cidade como um inimigo e não como aquele cara que vai ajudar a salvar o mundo.

A primeira cadeia de missões ajudou a conhecer melhor a cidade, mostrando onde fica o banco, ponto de voo, a estalagem e outras localizações importantes.

Destaque para o sistema de “canoas”. Agora temos mais uma alternativa de transporte pelo continente além dos grifos! O funcionamento é basicamente igual aos pontos de voo porém em alguma situações os NPCs que pilotam a canoa vão cantando ou contando alguma história, o que só melhora a ambientação com o novo mapa.

Além da cidade inicial de Boralus temos mais duas áreas muito bem feitas e diferentes entre si e com linhas de missões bem cativantes.

Em Vale Trovamare temos que lidar com um ataque aéreo da Horda com os zepelins goblínicos. Já em Drustvar temos uma cidade com aparência e costumes medievais. Bruxas, assombrações e possessões (nem os porquinhos escaparam!).

Por conta dos detalhes das paisagens e cidades além das cutscenes e as estrutura das missões em si, upar fazendo missões nos novos continentes não tem sido enjoativo ou cansativo.

Em Kul Tiras temos a questão política envolvendo a família Proudmoore e a Lady Grimpagris, aparição da influência dos Old Gods (Cthulhu presente 🙂 ) enquanto em Zandalar temos mais 3 regiões (Vol’Dun, Zuldazar e Nazmir) que trazem assustadores cultos de sangue, belíssimos desertos e aventuras em selvas e ruínas (um gostinho de Indiana Jones haha).

Evolução dos personagens

Como foi dito em outro artigo aqui no site, o nível de item foi diminuído drasticamente assim como vida e todos os outros atributos.

O artefato que usávamos como arma em Legion inicialmente até pode ser usado mas as armas estão de volta e os artefatos são substituídos rapidamente no início do leveling.

Fazer as linhas de missão está agradável com um nível de dificuldade justo, nada de ficar morrendo para mobs no meio do mapa (se você não quiser aggrar todos os mobs de uma vez claro!).

As missões mundiais são uma excelente fonte de evolução tanto para experiência quanto para nível de item. Dependendo da sua classe e especialização dá para matar mobs elite solo e ir farmando seus equipamentos e poder de azerita.

Coração de Azeroth

E falando em poder de azerita, temos agora um “artefato 2.0”. Coração de Azeroth é um amuleto que recebemos logo nas missões iniciais de BfA e ele funciona de modo bem parecido com os artefatos de Legion porém não possui os traços para você distribuir pontos.

A medida que você vai pegando azerita vai ganhando poder de artefato. Com isso seu Coração de Azeroth vai evoluindo em nível de item.

Mas não para por aí! Há as armaduras de azerita que são três partes (cabeça, ombros e torso) do seu set de equipamentos. Neles você terá a opção de escolher até quatro poderes e para ir liberando esses poderes você tem que aumentar o nível do Coração de Azeroth.

Raças Aliadas

Há três novas raças para cada facção: Draenei Forjado a Luz, Elfo Caótico e Anões Ferro Negro para a Aliança, e Tauren Altamontês, Filhos da noite e Orcs Mag’Har para a Horda.

Todos eles com habilidades raciais, aparências e histórias novas. Para ter acesso às raças aliadas temos que cumprir alguns requisitos que englobam atingir certo patamar de reputação e fazer algumas missões. Nada muito complicado.

Conclusão

A experiência de Battle for Azeroth até agora me agrada, tem superado minhas expectativas, talvez por eu não tê-la elevado tanto antes do lançamento mas independente disso posso dizer que para uma pessoa que estava há um bom tempo sem jogar World of Wacraft e que inclusive já tinha pensado em largar de vez o jogo, não lembro de ter tanta vontade de jogar WoW.

Para você que ainda está na dúvida se compra ou não a expansão, se você gosta do jogo, pode comprar sem medo que terá muitas horas de diversão e desafios garantidos.

E para completar ainda há muito por vir em Battle for Azeroth. Temos as raides e os frontes de guera que devem ser lançados no próximo mês.

Nos vemos em Azeroth!

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timEU
Desenvolvedor desse site e de alguns outros. Pai de Valentina e Edgar, duas crianças que me dão uma lavada nos games... Vez ou outra resolvo escrever algo aqui sobre games, música ou tecnologia.