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Maior parte do mercado das HQs é movida pela paixão

Lobo, da Brasa Editora, e Taína Lauck, da Tai Editora, falaram sobre a missão de ter uma editora nos dias de hoje

A maior parte do mercado editorial de histórias em quadrinhos no Brasil é movido por paixão, principalmente quando se fala em algo diferente do mundo dos super-heróis. Essa é uma realidade que ficou bem clara durante o painel que aconteceu na tarde do primeiro dia de Comic Con RS, evento do setor realizado neste último fim de semana na cidade de Canoas (RS), na faculdade LaSalle.

O painel reuniu o Lobo, da Brasa Editora, e Taína Lauck, da Tai Editora, sob a coordenação da mesa feita pelo Vinicius, do Canal 2quadrinhos. Lobo, com mais “anos de estrada”, já passou por outras editoras, como a Barba Negra, e Tai está no mercado de quadrinhos há menos de cinco anos.

Mas, em suas falas, essa constatação ficou clara e comum aos dois: a meta nunca foi “ficar rico”. “Claro que estamos falando de uma empresa, e como tal, precisa dar lucro. Mas o que podemos falar de sucesso? É crescer absurdamente, e deixar de viver para pensar apenas no dinheiro? Essa não é nossa meta de vida, minha e do Rodrigo (esposo e sócio na editora)”, comentou Taí.

Lobo, por sua vez, garante também ser uma pessoa extremamente realizada pelo que fez até agora. “Dos meus amigos sou o único que não foi a Disney, que não tem um carrão do ano. Mas isso não importa pra mim. Sou muito feliz em dividir meu apartamento com as dezenas de caixas de quadrinhos”, brinca.

As duas editoras trabalham justamente com produtos não estão no grande círculos dos super-heróis. A Tai Editora, por exemplo, apesar do pouco tempo de história, já tem títulos como: “Necron” e “Milady 3000”, do italiano Magnus, “Suspiria” – Do Reino das Trevas, de Luca Laca Montagliani, “Crazy Jack” (Manuel Morini/ Rubén Meriggi), “Caballeros” (Toni Torres/Mariano Navarro/ Hernán Cabrera/ Solano López), “Cazador” (Jorge Lucas/ Claudio Ramirez), “Controle de Pragas” (Max Aguirre/Jok), entre outros.

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Já a Brasa Editora tem trabalho com produção nacional, inclusive a participação do próprio Lobo, que também é roteirista. É dele, por exemplo o roteiro de Loviestori. Os desenhos são de Alcimar Frazão. Tem ainda Brega Story, escrita e desenhada por Gidalti Jr, “Barrela”, uma adaptação do texto teatral homônimo do dramaturgo brasileiro Plínio Marcos, desenhada por João Pinheiro, entre outras.

Jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí com mais de 20 anos de atuação na área, sempre com destaque para área cultural, principalmente no campo das histórias em quadrinhos, cinema e séries.