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Romance de J. M. Coetzee Ganha Adaptação Protagonizada Por Johnny Depp

O romance “À Espera dos Bárbaros”, do ganhador do Nobel J. M. Coetzee, chegará aos cinemas em adaptação protagonizada por Johnny Depp, Robert Pattinson e Mark Rylance, com direção do colombiano Ciro Guerra. Confira o trailer abaixo:

Exibido inicialmente no Festival de Veneza de 2019, a película estava programada para estrear nos cinemas neste mês de agosto; mas frente às mudanças provocadas pela pandemia do coronavírus, o lançamento foi realocado para as plataformas digitais nos Estados Unidos, onde estará disponível a partir do dia 7. Não há informação de quando será disponibilizado no Brasil ou se aguardará condições para entrar no circuito de exibição convencional.

A produção do filme foi anunciada em 2016, com as filmagens realizadas dois anos depois, no Marrocos. A obra original, publicada em 1980, já foi levada aos palcos do teatro em 2012 e inspirou uma ópera produzida pelo renomado compositor Philip Grass. Ambientada em um lugarejo poeirento na província ocidental de um certo Império, apresenta um magistrado sem nome que toca adiante sua rotina de funcionário público, quando então seus dias de modorra moral são interrompidos pela chegada do Coronel Joll, emissário de uma misteriosa Terceira Divisão de “guardiães do Estado”.

Especialista nas artes do “interrogatório”, Joll vem da capital para investigar um suposto movimento de sedição entre os bárbaros. Os rumores a respeito são mais que tênues, o que não impede Joll de torturar prisioneiros, disseminar a histeria xenófoba e silenciar dissidentes – entre os quais o Magistrado. O protagonista é interpretado por Mark Rylance, enquanto o papel do coronel Joll é feito por Depp.

Capa do livro “À Espera dos Bárbaros”, escrito pelo ganhador do prêmio Nobel de Literatura J. M. Coetzee e lançado no Brasil pela Companhia das Letras.

“À Espera dos Bárbaros” reitera as preocupações éticas que movem toda a prosa de J. M. Coetzee. O romance parte das encruzilhadas da população branca no apartheid sul-africano para construir uma profunda meditação sobre a natureza do poder absoluto, da censura, do compromisso e da moral em tempos difíceis. À época de sua publicação, ganhou os prêmios  James Tait Black Memorial Prize e Geoffrey Faber Memorial Prize.

Rafael Machado
Parnaibano, leitor inveterado, mad fer it, bonelliano, cinéfilo amador. Contato: rafaelmachado@quintacapa.com.br