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Stranger Things 3 – Resumo Da Segunda Temporada!

Stranger Things 2
Segunda Temporada (Netflix)

Como era de se esperar, Stranger Things retorna para a segunda temporada de forma muito mais bem construída e incrivelmente mais estranha e aditiva. Matt Duffer e Ross Duffer, criadores e roteiristas da série que é um dos maiores sucessos da Netflix, não pouparam esforços na continuação da saga de um grupo bastante peculiar de moradores de Hawkins contra o terrível mal proveniente da dimensão inversa que quer destruir o mundo.

Bem sucedida na primeira temporada, principalmente pela acurácia na adaptação dos anos de 1980, mas sobretudo quanto às referências populares, Stranger Things retorna como fenômeno repleto de homenagens e alusões de uma época. Os clássicos do cinema referenciais ainda são filmes como Goonies, Conta Comigo, Os Garotos Perdidos, ET: O Extraterrestre, It: O Arrepio do Medo, Alien: O Oitavo Passageiro e Firestarter. O acréscimo fica por conta de cenas que homenageiam produções como Gremlins, Os Caçadores da Arca Perdida, Colheita Maldita, entre várias outras. A trilha sonora, por sua vez, continua espetacular com Queen, The Clash, The Runaways, The Police, Cindy Lauper e até mesmo Barbra Streisend e Kenny Rogers.

Com uma narrativa mais sólida desenvolvida a partir da trama apresentada no primeiro arco, Stranger Things 2 faz o que poucas séries de televisão conseguem: ser ainda melhor. Com alta expectativa da parte dos fãs, pode-se portanto dizer que a produção não deixou nem um pouco a desejar, enquanto o elemento surpresa ainda é o ponto forte da história. Claro, muitas perguntas deixadas em aberto ao final do primeiro ano continuam sem resposta, e novos elementos parecem até mesmos desnecessários à primeira vista. No entanto, a série consegue mais uma vez prender a atenção do início ao fim, e deixar a audiência mais uma vez ansiosa por uma nova temporada.

A história contada em Stranger Things 2 começa ao final do mês de outubro de 1984, ou seja, quase um ano depois do desaparecimento de Will Byers (Noah Schnapp). Nesse cenário, muitos personagens envolvidos na trama principal do arco precedente começam a extravasar as emoções contidas nesse hiato, como Nancy (Natalia Dyer). Ao recusar seus sentimentos por Jonathan (Charlie Heaton) ao final da temporada anterior ficando com Steve (Joe Keery), ela passa a compreender que as coisas efetivamente não são mais as mesmas por mais que ela tentasse se convencer de que tudo poderia parecia estar normal. A gota d’água acontece quando ela descobre que os pais de Barbara (Shannon Purser) acreditam que a filha ainda está vida e decidem vender a casa para contratar um detetive particular para iniciar as buscas. Frustrada, Nancy se embriaga, diz o que sente à Steve e numa nova parceria com Jonathan decide fazer justiça à Barb e expor os segredos do laboratório do governo instalado em Hawkins.

Quanto à Will, tal como visto no último episódio da temporada anterior, vimos que ele não voltou o mesmo depois de resgatado da dimensão invertida. A despeito dos esforços dos melhores amigos, Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin), de fazê-lo se sentir normal, ele é agora apontado pela cidade como uma aberração na escola ao ter sido considerado morto e reaparecido com vida, ao passo em que os cuidados de Joyce (Winona Ryder) e de Jonathan redobram no que diz respeito à sua segurança. Como se não bastasse, ele é aterrorizado com estranhas visões do mundo invertido que lhe mostram uma criatura maior e mais poderosa que a da primeira temporada. Sob os cuidados do Dr Owens (Paul Reiser), cientista que continua os trabalhos no laboratório em Hawkins e que analisa os efeitos colaterais da sua exposição ao mundo invertido, Will é extremamente reservado na revelação de seus contatos imediatos, e nem mesmos seus amigos sabem o que ele realmente enfrenta.

Enquanto isso, a chegada de uma nova personagem traz uma certa leveza à narrativa. Max (Sadie Sink) é a garota rebelde que veio de outro estado e que chama a atenção de Dustin e Lucas por quebrar os recordes de Dig Dug na arcádia onde o grupo joga fliperama. Ela tem uma estranha e doentia relação com o irmão mais velho, Billy (Dacre Montgomery), que nada mais é do que uma caricatura de personagens como Johnny Castle (Patrick Swayze), de Dirty Dancing, e Iceman (Val Kilmer), de Top Gun. Ao longo da trama, Max acaba se envolvendo nos problemas do grupo quando Dustin encontra na lixeira uma misteriosa criatura que ele adota como animal de estimação no melhor estilo Gremlins. Claro que a criatura em questão acaba eventualmente se mostrando incomum demais para os padrões do mundo real e as crianças logo descobrem que se trata de um monstro da dimensão investida quando Will lembra que pode ter sido seu hospedeiro na volta para casa.

Mike, por seu turno, também não é mais o mesmo desde o final da temporada anterior. Depois da suposta morte de Eleven (Millie Bobby Brown), ele continua tentando contata-la via rádio, ao passo em que acredita vê-la de vez em quanto, chegando ao ponto de especular se enlouqueceria numa conversa particular com Will. Sua importância nessa segunda instalação da série é a de ser o grande protetor de Will na ausência de Joyce e de Jonathan. É ele que o socorre nos momentos de apatia do personagem em suas visões do mundo invertido, como a emblemática cena em que Will vê o gigantesco demogorgon sobre Hawkins durante o Halloween pouco depois de ser atacado por garotos mais velhos, e que também fica ao seu lado nos momentos mais aterrorizantes nos dois últimos episódios.

Quanto à Eleven, seu destino ao final da temporada anterior é revelado logo no primeiro episódio de Stranger Things 2. Uma sucessão de flashbacks ao longo dos demais episódios da nova temporada mostra que ela ficou temporariamente presa na dimensão invertida depois de derrotar o demogorgon no ginásio da escola, e que depois de semanas vivendo na floresta foi encontrada por pelo xerife Hopper (David Harbour), o qual passou a cuidar dela numa cabana isolada. Ali, os dois formaram um vínculo de pai e filha, e Eleven passou quase todo o ano vivendo sob as estritas regras de Hopper para sua própria proteção, como jamais sair de casa. Comunicando-se com o mundo exterior através de seus poderes, ela eventualmente foge para encontrar a mãe, Terry (Aimee Mullins), a qual lhe dá a pista para a localização de sua igualmente poderosa predecessora nas pesquisas no laboratório de Brenner (Matthew Modine), à qual ela chama de irmã, Kali/Eight (Linnea Berthelsen).

A reunião entre Eleven, que acaba descobrindo chamar-se Jane, e Kali, é emocionalmente sincera, mas não dura muito. Líder de um bando marginalizado que busca vingança contra “os homens maus” em Petersburg, Illinois, Kali usa seus poderes, quais seja, os de fazer seus inimigos acreditarem ver o que não está lá, justamente para mata-los. O encontro com Eleven faz Kali vislumbrar novas possibilidades no rastreamento de seus alvos, mas na primeira investida do grupo, a compaixão de Eleven prevalece, e esta decide voltar para aquela que considera sua verdadeira família, tendo aprendido uma boa lição com Kali no que diz respeito ao controle de seu poder. Fica em aberto uma possibilidade de reencontro das personagens, ou mesmo a exploração de outras crianças que, assim como Eight e Eleven, foram objeto de pesquisas feitas por Brenner, o qual, inclusive, pode até mesmo voltar, já que é mencionado como potencialmente sobrevivente ao ataque do laboratório no final da primeira temporada.

Vale mencionar, ainda, que Stranger Things 2 funciona exatamente como a continuação de um filme nos anos 80. Ou seja, em vez de ser uma sequência direta dos acontecimentos que marcam uma primeira trama, a série retorna com uma nova narrativa principal depois de passado um certo período de tempo, mas com os mesmos personagens. A ideia é justamente mostrar as mudanças pelas quais esse pequeno grupo de moradores de Hawkins passou depois dos acontecimentos na primeira temporada, sem deixar de lado a nostalgia de trazê-los de volta, ou mesmo as referências oitentistas.

Assim como no primeiro ano da série, Stranger Things 2 também conta histórias esparsas ao longo da temporada, para então todas as sub-tramas convergirem no momento clímax que acontece a partir do penúltimo episódio. Com mais lacunas deixadas do que no primeiro ano, a série continua a funcionar muito bem como uma narrativa completa se acaso não houvesse uma revisitação da trama ou dos personagens. Com duas outras temporadas confirmadas, no entanto, é certo dizer que veremos muito mais ainda de Hawkins, seus peculiares moradores e seus estranhos acontecimentos.

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PikachuSama
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