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Resenha | Dragonero: O Caçador de Dragões n° 1

Primeira edição do título regular Dragonero, tendo o universo da história e os personagens já sido apresentados em especial lançados no começo de 2019, tem em sua história secundária o grande destaque, já que a trama principal ainda precisa evoluir para mostrar a que veio. Mas a qualidade dos desenhos e o interesse em conhecer mais do mundo onde se passa a história continua chamando a atenção para aqueles que gostam do gênero espada e feitiçaria.

Dragonero

Dragonero é um título do gênero espada e feitiçaria lançado pela editora Bonelli, a casa de Tex, em 2007, quando publicou uma edição especial com história fechada, mas com pistas do que veria a seguir, lançada aqui pela editora Mythos no começo de 2019.

Quando da análise da edição especial, lançada no site Colecionadores de Hqs, eu afirmei:

Ou seja, as 292 páginas do quadrinho serão uma grande quest (jornada) a ser percorrida pelos cinco personagens. Mas o leitor pode ficar despreocupado, pois é uma excelente que jornada.

Ou seja, estavam ali claros os elementos que fazem os gostos de quem curte grandes sagas envolvendo elfos, orcs, magos e mundos que misturam magia e tecnologia. Resumindo, era uma história para os fãs de obras como O Senhor dos Anéis e os jogadores de RPG. E era uma boa história, podendo o leitor abraçar Dragonero como uma boa promessa para um título regular no futuro.

Capa da Edição Especial de Dragonero
Capa da Edição Especial de Dragonero.

E foi assim que a editora Mythos decidiu seguir com Dragonero ainda em 2019, tendo lançado a edição 1 (aqui analisada) em novembro/dezembro de 2019, já tendo duas edições disponíveis e duas, no momento desse texto, em pré-venda.

E o leitor que tem em mãos a edição 1 de Dragonero: O Caçador de Dragões pode perceber que boa parte da qualidade mostrada na edição especial continua no título regular.

Cabe esclarecer que, apesar de ser lançado pela Bonelli, onde, tradicionalmente, as edições possuem histórias fechadas em si, Dragonero é uma história contínua, inicialmente, não tendo a caçada de Ian Aranill (o dragonero), do orc Gmor, da tecnóloga Myrva e da Elfa Sera aos mercadores de armas terminado nesse primeiro número. Ao contrário, a história principal é pouco explorada, já que o grande destaque é para a história secundária contada por Ian, mostrando o passado do mesmo e o contato que teve com as armas que eles encontraram.

E é nesse relato, que ocupa a maior parte da edição, que o primeiro número de Dragonero se sustenta, ofuscando a trama principal.

Dragonero

Ao abordar o massacre de orcs, o uso de uma nova arma (uma espécie de fogo grego, aqui chamada de lama empírica) e o desafio que é se infiltrar na corte do nobre que usa essa ferramenta de guerra, e que pode ameaçar futuramente a todos, que a história se mostra bem mais interessante, prendendo o leitor para o que virá, já que as histórias principais e secundárias continuarão nos próximos números.

É fácil se apegar aos personagens, porque, mesmo sendo arquétipos do gênero de espada e feitiçaria (é só olhar para Ian e ver a semelhança com Gerald de The Witcher, série da Netflix e de jogos), eles tem carisma e um certo desenvolvimento, que já nos foi apresentado no título especial e continua aqui.

Dragonero

Outro ponto que se mantém em alta a qualidade são os desenhos dessa edição, de autoria de Giuseppe Matteoni. A começar pela capa desse volume, chamado de Sangue do Dragão, e, também, pela identidade visual dos personagens, o ambiente das histórias e a fluidez dos quadros, sendo tudo bem trabalhado.

Sobre a edição produzida pela Mythos, a editora mantém o padrão italiano já usado em títulos como Dylan Dog. 100 páginas, que contam com dois editoriais, um dos criadores Stefano Vietti e Luca Enoch e outro do editor Davide Bonelli. Além de um mapa do mundo de Dragonero na terceira página.  O preço de capa pode ser salgado para o tanto de páginas, mas essas edições italianas em papel de qualidade são uma ótima oportunidade para o leitor fã da Bonelli.

Mapa - Dragonero
Mapa – Dragonero

Mesmo não tendo sua trama principal engrenado como deveria, sendo o grande destaque o relato dos eventos do passado de Ian, o título regular Dragonero mantém a alta qualidade apresentada anteriormente, tanto no roteiro quanto nos ótimos desenhos, fazendo com que esse seja uma excelente escolha para os fãs que curtem uma boa história de fantasia.

Ficha Técnica

  • Capa cartão, com 100 páginas
  • Editora Mythos
  • Lançamento em novembro de 2019
  • Preço de capa: R$ 26,90
  • Tamanho: 15,7 x 20,6 x 0,8 cm
  • 8/10
    Roteiro - 8/10
  • 9/10
    Desenhos - 9/10
  • 8/10
    Narrativa - 8/10
  • 9/10
    Edição Nacional - 9/10
8.5/10

Summary

Na cidade portuária de Baijadan, na parte sul do Império… Ian Aranill, o orc Gmor, a elfa Sera e a tecnocrata Myrva estão investigando o tráfico de armas destinadas para algumas tribos orcs rebeldes, quando se deparam com uma ameaça inesperada: uma arma devastadora, que se acreditava destruída para sempre, graças à intervenção de Ian, seis anos antes. É o início de uma jornada que levará o Matador de Dragões e seus companheiros ao encalço da figura enigmática que tomou o controle da “lama pírica”, pronta para usá-la e desencadear uma guerra entre os orcs e o Império!

Thiago Ribeiro
Thiago de Carvalho Ribeiro. Apaixonado e colecionador de quadrinhos desde 1998. Do mangá, passando pelos comics, indo para o fumetti, se for histórias em quadrinhos boas, tem que serem lidas e debatidas.