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Resenha | Maus – a história de um sobrevivente

Vencedor do Prêmio Pullizer em 1992, Maus – a história de um sobrevivente (ou no original Maus: A Survivor’s Tale) de Art Spiegelman, fez com que a Universidade de Colúmbia, organizadora do prêmio que é dedicado a jornalistas, escritores, artistas e fotógrafos pela qualidade e importância de seus trabalhos, estabelecesse uma nova categoria onde fosse possível incluir uma HQ.

Edição definitiva publicada pela Quadrinhos na Cia, selo da Companhia das Letras, em 2005.

Reconhecida pelo mundo todo por sua singularidade ao tratar de um tema tão delicado, Maus foi publicada pela primeira vez, e aos poucos, em 1980 na revista Raw e assim seguiu até 1991, quando todos os capítulos foram publicados com exceção do último, que foi incluído apenas em 1995.
Quando um livro tem como temática a 2ª Guerra e o Holocausto, no fundo já imaginamos o que esperar. Espera-se que, quase todo mundo, saiba alguma coisa, por menor que seja, sobre esse acontecimento histórico que, posteriormente, foi responsável por uma profunda mudança nas relações internacionais e pela promoção e tutelação dos direitos humanos.
Maus narra o holocausto sob um ponto de vista diferente de tudo que já tive contato durante minha trajetória como acadêmica no curso de história e direito, ou dos livros avulsos sobre o tema que tive oportunidade de conhecer. Há uns 3 anos essa HQ me espera na estante e sempre fui avisada que se tratava de uma leitura densa. Esse ano resolvi incluí-lo na lista de leituras, e não muito diferente do que imaginei, me apeguei ao enrendo e devorei em questão de dias.

Spiegelman, nos apresenta o holocausto baseado nas memórias de seu pai, Vladek, um judeu-polonês sobrevivente de Auschwitz. Artie – como seu pai o chamava – narra a passagem de Vladek e boa parte de sua família pelos campos de concentração, além de toda artimanha, utilizada por ele, para sobreviver ao nazismo. O leitor se vê mergulhado na história da família de Art, desde o encontro do casal Spiegelman, da morte do irmão, o suicídio da mãe até seu relacionamento conturbado com o pai.

Uma narrativa pessoal e íntima, que certamente faz o leitor sofrer com cada um dos personagens apresentados, e que nos leva a enxergar de uma forma diferente uma história, talvez, já conhecida.
Maus foi uma experiência que me surpreendeu muito e despertou uma necessidade de ler mais acerca do tema. Atualmente a obra possui tradução em mais de 21 línguas e é amplamente usada nas escolas e universidades como material de apoio.
Uma história que certamente não decepciona quem a lê.
Em Maus, poloneses foram retratados como porcos

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PikachuSama
Editor de Contéudo deste site. Eu não sei muita coisa, mas gosto de tentar aprender para fazer o melhor.