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Ainda dá tempo de lançar um TOP 10 dos quadrinhos de 2021?

2020 e 2021 foram anos bem confusos, com uma pandemia fazendo pressão sobre nossas cabeças, negacionismo por parte da população brasileira, desemprego para muitos ou  excesso de trabalho para alguns e várias crises envolvendo a economia brasileira, que reflete no mercado de quadrinhos, em especial, nos preços crescentes. Mesmo com tudo isso, algumas coisas boas aconteceram em 2021, na minha opinião, no mercado de hqs. Então, ainda vale a pena lançar um top 10 de quadrinhos? Eu acho que sim.

1 – O lançamento da coleção d’A Saga do Batman e do Superman dos anos 1980

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Temos aqui uma coleção muito pedida pelos leitores mais antigos e para os novatos que querem ter acesso a boas histórias: o lançamento em ordem cronológica das histórias de Batman e Superman dos anos 1980 após a reformulação de Crise nas Infinitas Terras. Em especial, a Saga do Superman por John Byrne, que era muito aguardada no Brasil, pois, por parte do Batman, muito desse material já tinha sido lançado. 

O preço pode não ser dos melhores (R$ 34,90), mas entregar essa coleção em um momento onde muitos leitores parecem estar abandonando as revistas mensais parece uma coisa acertada, pois temos grandes nomes dos quadrinhos fazendo histórias que construíram o imaginário dos leitores entre Crise nas Infinitas Terras e Crise Infinita.

2 – O retorno de Ken Parker, com lançamentos em ordem cronológica de publicação

Anos ouvindo o quanto Ken Parker é um dos melhores westerns já feitos e, finalmente, a obra de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo é lançado como se deveria no Brasil. Há de falarmos que o título possuía outra editora que cuidava do lançamento, que era a Cluq. Porém, em 2021, a Mythos abraçou o título, lançando duas histórias em um volume capa dura e formato italiano, sendo as histórias lançadas em ordem cronológica. Ou seja, ideal para novos leitores. E, não vou mentir, os preços da pré-venda são até atraentes.

Começa devagar e com uma arte que só vai chamar atenção no volume 2, mas faz jus a fama que tem a saga do mais humano dos faroestes.

3 – Omnibus da Mythos

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Ok, os omnibus da Mythos não são de 2021, sendo que começou a publicar as coleções de Hellboy em 2019. E parece que no ano passado, o formato omnibus chegou para ficar.

Porém, ler sobre o mundo de Hellboy e Conan nunca é demais e, quantos mais, melhor. E, em 2021, a editora Mythos investiu bem em um formato que me agradou. Um pouco mais caro (tudo está caro, na verdade!), mas ler algo em capa cartão e com mais de 400 páginas é melhor do que ler um tijolo pesado que são os omnibus da Panini. E aí entra novamente as pré-vendas que realmente valem a pena, apesar do frete.

E é inegável que é muito bom lermos BPDP no Brasil.

4 – O lançamento do volume final de Elric

Enfim, o último volume de Elric foi lançado no Brasil. Eu entendo que fui com muita sede para a leitura desse volume, por isso, devo ter achado mais fraco que o volume 1, lançado lá em 2017. Mas deu uma certa satisfação ter esse álbum europeu em mãos, após todo esse tempo.

5 – Republicação de Hunter x Hunter

Preciso tirar o chapéu pra editorajbc. Em apenas 1 ano, relançou 24 volumes de Hunter X Hunter. E ler a saga de Gon nos mangas é tão bom quanto conferir tudo nos animes. E continuo afirmando que a saga das formigas chimera é a melhor saga que li nos mangás. A torcida sempre é imensa para Togashi voltar a lançar novos capítulos.

6 – Os vários lançamentos no Brasil do mangaká Junji Ito

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Um nome repetido à exaustão em 2021 foi Junji Ito. E merecidamente, afinal, Tomie, por exemplo, é um baita mangá de terror. O ano ainda teve vários lançamentos do autor, por várias editoras, como Devir e Pipoca & Nanquim.

E Tomie abriu bem o 2021.

7 – O aguardado lançamento de Popeye, pelo mineiro Lelis

Demorou, mas chegou em minhas mãos um dos melhores quadrinhos que li em 2021: Popeye. Edição caprichada e emocionante da @Skript_Editora.

É muito satisfatório ter uma expectativa alta e o quadrinho entregar essa qualidade desejada. O traço de Lelis é incrível, pois,  o que mais me encantou na arte foi a forma do desenho, que parece sempre nos colocar debaixo d’agua,  mesmo em terra firme.

É como se ele fosse o diretor de fotografia do filme (e ele é) e quisesse passar a impressão que todos os personagens estão submersos. Os traços são meio tortos, como quando mergulhamos e vemos por nossos olhos o fundo do mar. Isso contribui muito para o sentimento de melancolia que percorre a obra. 

8 – O retorno dos trabalhos independentes de Ed Brubaker

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O Retorno triunfal dos trabalhos de Ed Brubaker pela editora Mino para o mercado brasileiro se deu com Pulp. Após dois volumes de Matar ou Morrer e o lançamento de Meus Heróis eram Todos Viciados, a torcida é alta para que esse grande projeto da @MinoEditora alcance o sucesso. Porque ainda tem muita coisa boa pra vir.

9 – O retorno triunfal da editora Conrad.

Mesmo com a crise econômica, que influencia no mercado editorial nos preços, e mesmo levando em consideração a diminuição do poder aquisitivo do leitor, 2021 foi um de retornos de projetos editorais fantásticos, e o retorno da Conrad vale ser citado, pelo significado do que a editora foi no passado, e pode desenvolver no futuro.

A @ConradEditora voltou com força em 2021. E trouxe muita coisa boa. Mas é inegável que The End of the fucking world foi o quadrinho que mais me chamou atenção da editora. Temos muita coisa boa para vir ainda.

10 – O lançamento de Gatilho

Vou fechar meu top 10 de quadrinhos com um western, gênero que li muito em 2021. E Gatilho foi uma das melhores leituras, ao lado de Ken Parker, do gênero. O trabalho de Carlos Estefan e Pedro Mauro já me fisgou no anúncio. Porém, quando em mãos, parece que a qualidade da HQ só aumentou. Um dos melhores trabalhos editoriais da @PIPOCAENANQUIM.

Pois é. Muita coisa ficou de fora dessa lista de 2021, como as publicações de Morgan Lost e as várias excelentes campanhas do Catarse. Mas essa é a minha opinião sobre o que o top 10 de quadrinhos do ano de 2021. E você, leitor? O que chamou a sua atenção em 2021?

Thiago Ribeiro
Thiago de Carvalho Ribeiro. Apaixonado e colecionador de quadrinhos desde 1998. Do mangá, passando pelos comics, indo para o fumetti, se for histórias em quadrinhos boas, tem que serem lidas e debatidas.