Terça, 10 De Julho De 2018

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Crítica | Fullmetal Alchemist live action é bonito e não passa disso.

Contém Spoilers
A boa notícia sobre o filme live action do Fullmetal Alchemist da Netflix e da Warner Bros. é que, quando é bobo, é divertido. A má notícia é que, quando tenta ser sério, fica muito bobo. E o filme dirigido por Fumihiko Sori ate tentou, mas não passou de um filme assistível. Então vamos mostrar o que encontramos na película.
Para aqueles que n√£o est√£o familiarizados com a s√©rie de mang√°s de Hiromu Arakawa, a hist√≥ria √© centrada na vida de dois irm√£os alquimistas, Edward (Ry√īsuke Yamada) e Alphonse (Atom Mizuishi), que perderam sua m√£e quando eram bem jovens e quase se destru√≠ram tentando traz√™-la de volta. Alphonse perde seu corpo, e sua alma √© transferida para uma armadura gigante e Edward perde o bra√ßo e a perna e ganha a capacidade de transmutar alquimia sem um C√≠rculo de Transmuta√ß√£o. Ambos crescem para ser alquimistas talentosos com a capacidade de moldar elementos no mundo ao seu redor. Juntamente com sua amiga/mec√Ęnica de inf√Ęncia Winry Rockbell (Tsubasa Honda), eles procuram a Pedra Filosofal, que tem o poder de restaurar os corpos que eles perderam, descobrindo no meio disso, uma conspira√ß√£o militar diab√≥lica.
Fullmetal Alchemist come√ßa super bem. A abertura apresenta a trag√©dia infantil dos irm√£os e uma cena de luta peculiar mostrando seus talentos j√° adultos. O CGI, que achei um dos pontos fracos do filme, une o que parece ser real e o que parece ser anime. Muita gente que conversei que assistiu o live action ficaram divididos sobre como foi usado esta tecnologia. As vis√Ķes europeias do pa√≠s da era industrial de¬†Amestris¬†tamb√©m s√£o deslumbrantes, desde o contraste verde de uma estrada de paralelep√≠pedos arborizada at√© o p√≥ iluminado pela luz da biblioteca pessoal de um alquimista. Roy Mustang (Dean Fujioka) talvez seja o melhor papel interpretado com o genial Maes Hughes (Ry√Ľta Sat√ī). √Č um sonho de Cosplay realizado.
Yamada é encantador como Ed, emotivo e principalmente mostrando quase o Ed que querímos assistir: Forte, brilhante e temperamental. Eu disse quase, porque em alguns momentos da adaptação, ele se torna infantil, se importando apenas na busca da pedra filosofal e esquecendo que existe uma ameaça maior e obscura acontecendo debaixo de seu nariz.

Essa amea√ßa, especificamente, vem de tr√™s Homunculi, humanos artificiais criados a partir de nossos desejos mais sombrios. Os personagens s√£o recriados lindamente, tudo bem g√≥tico e com interpreta√ß√Ķes divertidas. Sua l√≠der, Lust (Yasuko Mastuyuki), √© uma rainha gigante cujos dedos se tornam pontas de a√ßo que se movem sozinhos at√© encontrar o alvo, enquanto ¬†Envy (Kanata Hong√ī) pode assumir a apar√™ncia de qualquer pessoa e Gluttony (Shinji Uchyama) devora tudo com alegria e ousadia. O plano do trio colide com o objetivo dos irm√£os Elric de uma forma at√© esperada, mas a estrada para obter o que almejam √© acidentada e cheia de desvios.

Agora começa os problemas mais graves. Fullmetal Alchemist tem uma execução lenta, o live action tem duas horas e 15 minutos que foram erradamente gastos com sequências fracas e que sumiam rapidamente de nossa memória. A cena do arenque vermelho é um exemplo de como algumas coisas foram péssimas tanto na ideia como em sua execução. Seria mais interessante e talvez divertido se o filme mergulhasse ocasionalmente em narrativas episódicas com mais referências, mas Sori e sua produção fizeram muito pouco para tecer esses momentos na trama principal, acredito que isso causaria mais impacto no final.
Como resultado, o meio de Fullmetal Alchemist at√© o cl√≠max √© sonolento. As cenas da devasta√ß√£o emocional s√£o apresentadas unicamente com um personagem (quase sempre Ed) rangendo os dentes e rasgando suas roupas em demasia. Para um filme dirigido para um p√ļblico juvenil, √© uma tentativa terr√≠vel de segurar o expectador at√© a batalha final.
O filme vai para alguns lugares estranhos, estou falando¬†dele mesmo, o alquimista Shou Tucker (Y√ī √Ēlzumi) e as seq√ľ√™ncias na porta et√©rea da Verdade, mas Ed est√° t√£o singularmente concentrado e subjugado de emo√ß√Ķes que o seu sofrimento √© devolvido de forma superficial, pois para ele nada mais importa do que o corpo do irm√£o de volta. Esses momentos s√£o barrigas¬†no filme, todo mundo sabe que voc√™ quer o corpo de seu irm√£o de volta Ed. E Salvar o mundo? ser√°¬†que √© apenas um efeito colateral?

E os outros personagens? Desperdi√ßados. √Č uma pena que n√£o tenham espa√ßo para respirar, que muito do peso da hist√≥ria est√° nos ombros pequenos de Ed e apenas dele. Winry √© vergonhosamente reduzida ao status de donzela (d√° para acreditar?), e Al tem toda a devo√ß√£o focalizada em Ed – age como um tipo de animal de estima√ß√£o que chega √† batalha exatamente no tempo, mas desaparece das cenas assim que ele √© desnecess√°rio. Nessa mesma linha, talvez o elemento mais estranho do filme seja a sincera falta de a√ß√£o ap√≥s a introdu√ß√£o ter estabelecido o talento desses jovens alquimistas. H√° muitas cenas em que Ed, sob amea√ßa, parece confuso em vez de se lan√ßar de cabe√ßa na luta.
Parece que fácil falar apenas coisas ruins, mas eu tenho essa série como uma das coisas mais incríveis da cultura japonesa, mas o filme é magro em sua trama e não fez justiça aos personagens, visuais e todo o contexto do original. Mais uma vez eu repito: Live Actions são um erro.

Quem é PikachuSama

Editor de Contéudo deste site. Eu não sei muita coisa, mas gosto de tentar aprender para fazer o melhor.

 

  

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