Segunda, 08 De Outubro De 2018

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Resenha: DC Renascimento – Trindade (Manapul, Lupacchino e Mann)

Desde a edição Renascimento DC em 2016, a editora das grandes lendas determinou que o seu Superman não seria mais o herói que os leitores acompanhavam nos NOVOS 52. Dessa forma, é substituído o herói mais violento, com um relacionamento com a Mulher Maravilha, pelo Superman clássico, casado com a repórter Lois Lane e que tem um filho extremamente carismático, o novo superboy Jonhatan Kent.
Porém, essa transição foi preparada ao longo de quase 01 ano, no primeiro momento, no título Lois & Clark da iniciativa DCYOU, depois, com a saga SUPERMAN FIM DOS DIAS, mostrando que o Superman que o público conhecia e adora estava voltando.
Se os títulos Superman e Action Comics do azulão cuidavam de mostrar aos novos leitores como passaria a ser a dinâmica do último filho de Kripton, títulos como Liga da Justiça e Trindade seriam os responsáveis por apresentar como seria o convívio do novo Superman com o universo DC renascido.
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Lançado pela editora Panini Comics em janeiro de 2018, o título Universo DC Renascimento – Trindade (encadernado capa cartão, lombada quadrada, papel LWC, 140 páginas coloridas, 17 x 26 cm , R$ 21,90) é o responsável por apresentar ao leitor a nova dinâmica entre o Superman, Batman e Mulher Maravilha.
Contando com o roteiro de Francis Manapul, que também desenha 03 das 06 partes do encadernado, há um consistente trabalho de arte no volume brasileiro.
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Revezando nos traços da história estão o próprio Manapul, que entrega o melhor traço e composição de páginas, Emanuela Lupacchino e Clay Mann. Todos bons desenhistas da DC e que fazem a compra do volume brasileiro valer a pena.

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A arte de Clay Mann é muito boa, lembrando bastante do famoso artista Olivier Coipel. Em Trindade, o desenhista busca compor as páginas como Francis Manapul, o que gera uma boa continuidade visual para do encadernado.

Infelizmente, quando o leitor chega nas edições desenhadas por Emanuela Lupacchino há uma pequena quebra visual na composição dos quadros. Saem as páginas mais inventivas, com quadros fora do comum, e entra o esquema tradicional de composição da história. Mas a desenhista entrega desenhos detalhistas, o que não compromete a história contada.
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Mas de uma edição onde o destaque são os desenhos o roteiro da trama seria bom?
Cabe destacar que o enredo de Manapul não é memorável, porém, não estraga a diversão de quem quer uma história simples de super-herói. Na trama, Batman e Mulher-Maravilha visitam o novo Superman e sua família para que os laços sejam restabelecidos entre os heróis. Mas a ameaça de Hera Venenosa, utilizando a planta clemência negra, joga os heróis em uma viagem onírica pelas suas origens e o que os faz serem indivíduos únicos que devotam a vida à humanidade.
O texto acerta ao mostrar muito do ponto de vista de Lois Lane, do carismático Jonathan e da Mulher Maravilha, que tinha um romance com o falecido Superman da fase Novos 52. Resgatando elementos dos Novos 52, do DCYOU e inserindo conceitos recentes do Renascimento, a história flui muito bem. Mas se o leitor ignorá-la, não fará falta no grande panorama das boas tramas da DC recentemente.
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Adivinha quem vem para jantar, Jonathan?

Dando prosseguimento ao seu projeto editorial de publicar em encadernados, e não em formato mix, títulos individuais do Renascimento DC, o volume 01 de Trindade não se mostra uma trama essencial para os fãs da DC (exceto aqueles que queriam saber o que ocorreu com um famoso vilão), mas é uma edição agradável e estupidamente bem desenhada. Como todo bom quadrinho deveria ser.
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