Terça, 10 De Julho De 2018

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Resenha – RPGQuest: A Jornada do Herói

RPGQuest: A Jornada do Herói é o ar fresco que o cenário de RPG nacional precisava.

Embora em primeira análise pareça um elogio exagerado de minha parte para este trabalho, mas a análise seria incompleta se eu não mencionasse isso.

RPGQuest: A Jornada do Herói para quem não conhece, foi um livro de RPG criado em terras tupiniquins por Marcelo Del Debbio em um tempo muito longínquo onde o Jogo de Interpretação de Personagens ainda era relativamente popular no Brasil. O jogo nos apresentava um universo de pura fantasia medieval clássico sem os toques tenebrosos de Arkanun, seu predecessor do mesmo autor, e conquistou uma legião de fãs e jogadores, além algumas expansões que tornavam aquele vasto universo cada vez maior.

Existem diversas razões para que o RPG tenha se tornado cada vez mais uma atividade de nicho, e uma delas é: Jogar RPG demanda tempo e dedicação. Diversos grupos de jogatina acabam por abandonar o jogo por falta de tempo e por terem arranjado diversas outras atividades; e é exatamente aqui onde a nova versão do RPGQuest: A Jornada do Herói demonstra a que veio. E como demonstra, amigos.

mapa do jogo montado

Diferente de seu predecessor, esta nova adição ao universo de RPGQuest não é um jogo de RPG onde os jogadores gastarão horas criando uma ficha, mas sim um jogo de Tabuleiro com a proposta de uma campanha de RPG em uma tarde. Apesar de sua proposta inovadora, RPGQuest não foi o único a sair de sua mídia original para se aventurar em outras formas de entretenimento. Diversos outros cenários de RPG de mesa se renderam à modernidade, criando diversos produtos alternativos, como os jogos eletrônico de Dungeons & Dragons e o jogo de tabuleiro Shadowrun: Crossfire.

Sendo um dos projetos Brasileiros mais bem-sucedidos do Catarse e arrecadando 447% de sua meta e com direito à Late Pledge, RPGQuest: A Jornada do Herói não necessita de nenhum conhecimento dos materiais prévios do cenário para ser jogado, então é um lançamento Stand-Alone que se encaixa muito melhor em uma releitura do jogo original em outra mídia mais atraente para um público mais ocupado.

O jogo funciona de uma maneira extremamente semelhante aos jogos de RPG com pequenas diferenças. Ao invés de se criar uma ficha de personagem, os jogadores encarnam um grupo formado por personagens pré-determinados existentes em um Deck enorme de cartas. Cada personagem pode ter 4 tipos de nível: Terra ou Guerreiro, Ladino ou Ar, Fogo ou Mago e Água ou Clérigo. Todos os personagens podem aumentar três vezes algum desses atributos, e cada atributo dá aos jogadores alguma habilidade dentro do jogo. Por exemplo: Personagens com mais nível de Terra podem levar mais danos, enquanto Clérigos podem curar. Diversas regrinhas que são especificadas no manual de instruções do jogo.

O mapa é trabalhado de uma maneira interessante e que permite diversos jogos em um só: 21 tiles hexagonais (Alguns com frente e verso diferentes) para serem montados de diversas formas, permitindo com que cada partida seja única. As cartas são de plástico de alta qualidade e à prova de água e gordura, e todos os tiles menores de monstros e cidades tem uma excelente qualidade. Talvez, um dos pontos negativos do jogo seja a arte, que é bem inconstante o que pode incomodar alguns olhares mais perfeccionistas. Embora não chegue a atrapalhar o gameplay, é algo a ser levado em consideração.

O jogo não necessita de um mestre, embora possa ter um para fazer algo mais interpretativo. As regras e cartas de missões do jogo já são o suficiente para que você consiga jogar tanto sozinho quanto com até 4 amigos (1~5 pessoas). As partidas demoram exatamente o que o jogo propõe: Uma tarde. Partidas curtas podem durar umas duas ou três horas, enquanto as mais extensas podem ir até 6 horas de duração, tudo depende de quantos Pontos de Vitória você quer que a partida dure). Existe também o modo épico, que propõe aos jogadores enfrentarem e derrotarem todos os Grandes Desafios (ou melhor dizendo, missões públicas com chefões)

O jogo também está cheio de itens mágicos para serem comprados (ou descobertos!) e usados. Guildas esperam por neófitos, e os Reis dos quatro castelos (que fazem alusão aos 4 naipes do baralho) estão ansiosos por aventureiros para cumprir seus trabalhos em troca de dinheiro e XP.

Mas nem tudo são flores no reino de Arcádia. O impresso no jogo pode soar confuso ou mesmo incompleto para alguns jogadores extremamente iniciantes, e como este jogo tem DIVERSAS regras pequenas, é algo que talvez possa atrapalhar a jogatina até entender o sistema do jogo. Sabendo disto, o autor criou uma Wikipédia para o jogo (que pode ser acessada aqui: http://wiki.daemon.com.br/index.php?title=RPGQuest ) para sanar dúvidas mais específicas.

Algo que também algumas pessoas possam estranhar é a ausência das famosas “miniaturas de RPG” que talvez alguns de nós fossemos gostar, e embora eu concorde que seria bem legal, encareceria MUITO o produto, e de acordo com o autor, talvez desse alguns problemas na alfândega e nos impostos, então ao invés disso, ficamos com peões multicoloridos, ,as acredito que nada impede alguém com impressora 3D de fazer algum trabalho fantástico neste aspecto.

De uma maneira geral, é um produto com uma qualidade impressionante e indiscutível, as diversas formas de jogar e de arrumar o mapa fazem com que cada aventura seja única. O ENORME deck de heróis também garante que sempre uma nova surpresa será invocada a cada partida.

Ps.: REZA A LENDA que o autor já está pensando no próximo projeto relacionado ao RPGQuest, então fiquem ligados no nosso Bloguinho.

RPGQuest: A Jornada do Herói pode ser adquirido ao preço de 299 reais no seguinte link:

http://www.lojaderpg.com.br/product_info.php?cPath=74&products_id=550

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