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Cabeça de Cuia | Conheça e apoie a mais conhecida lenda do Piauí

O Cabeça de Cuia, por algum motivo mórbido, é a lenda mais conhecida do Piauí e um dos principais personagens da cultura popular deste Estado, sendo narrado de norte a sul do território, percorrendo, principalmente, as curvas do rio Parnaíba.

O personagem é ponto turístico na capital, Teresina, no encontro dos rios, onde o Parnaíba se junta ao Poty e há uma grande estátua do monstro. Ele é retratado em músicas, teatro, quadrinhos, cordéis, jogos eletrônicos e até em um filme (veja links no final da descrição da matéria).

A Quinta Capa lança uma campanha no site de financiamento coletivo, Catarse, um projeto com objetivo de reunir obras em quadrinho e literatura sobre o personagem e oferecer para você, amante do folclore nacional, assim como de obras de terror e fantasia, porque nossa lenda está repleta disto.

Para apoiar o projeto, adquirindo os livros, clique aqui!

MAS PERAÍ! DO QUE TRATA A LENDA MESMO?

 A lenda do Cabeça de Cuia conta a história de Crispim, um jovem garoto que morava nas margens do rio Parnaíba. De família muito pobre, certo dia ao chegar para o almoço, Crispim se depara com uma sopa rala e sem gosto, feita com ossos de restos de refeições anteriores. Ele se revolta, e no meio da discussão com sua mãe, arremessa um enorme corredor de boi contra ela, atingindo-a na cabeça e matando-a.

Antes de morrer, a mãe o amaldiçoou a ficar vagando pelos rios Parnaíba e Poty, maldição que o transformou numa figura monstruosa, com uma enorme cabeça, no formato de uma cuia. Segundo a mãe, tudo só teria fim quando ele devorasse com sete Marias virgens.

(Fonte G1)

MAS O QUE É O CATARSE E O QUE  A CAMPANHA TRARÁ?

(Antes de qualquer coisa, fique ligado nas recompensas extras que terá na campanha, com brindes grátis, como o cordel sobre a lenda e os trabalhos de Joniel Santos).

O Catarse é um site de financiamento coletivo, conhecido também pelo termo em inglês crowdfunding, e é uma forma de autores, artistas ou produtores de maneira em geral, lançarem projetos que precisam do financiamento direto do consumidor para tornar a iniciativa um produto real.

No caso deste projeto da Quinta Capa, a ideia não é lançar um novo livro ou quadrinho, como normalmente a livraria faz. O foco aqui é divulgar a produção cultural que já existe no Estado, através de produtos que já estão no mercado, mas que ainda não atingiram o grande público em potencial que podem alcançar.

O que que teremos nesta campanha, serão 1 quadrinho, 3 livros de romance e 1 cordel de autores variados e que foram criados a partir desta lenda. São versões, adaptação da história tão popularmente conhecida por qualquer cidadão das cidades ribeirinhas aos rios Poty e Parnaíba.

O que lhe ofereceremos, para satisfazer seu prazer e curiosidade folclórica, são exemplos do que há de melhor produzido sobre esta lenda local, o que enriquecerá suas coleções e romances regionais ou sobre literatura de cordel e histórias em quadrinhos.

Vamos conhecer todos esses produtos, um por um.

A TRILOGIA CRISPIM, por Eduardo Prazeres.

Os romances escritos por Eduardo Prazeres são verdadeiros best-sellers em Teresina, livros de fantasia que recontam a história do pescador matricida. Ele vem se consolidando como um dos escritores de maior êxito popular da Literatura Piauiense contemporânea. Seus livros, adotados por inúmeras instituições de ensino (Fundamental, Médio e Superior), trazem sempre enredos recheados de suspense, ação e fantasia, e têm conquistado o carinho e o entusiasmo de leitores de todas as idades e dos mais variados segmentos sociais e intelectuais. Um amante inveterado da Ficção Fantástica, Eduardo sabe como seduzir, prender e manter vivos até o fim a atenção e o interesse de seus leitores.

CRISPIM E A SÉTIMA VIRGEM

O livro apresenta uma instigante adaptação livre da clássica história do jovem pescador que, num acesso de desespero e insanidade, tornou-se um matricida, recebendo como castigo uma terrível maldição. O autor, utilizando uma mistura de irresistíveis ingredientes como suspense, romance, misticismo e ação, elaborou uma continuidade dos acontecimentos, trazendo a história até os nossos dias.

Durante a leitura, à medida que mergulha na trama, o leitor vai percebendo que nessa história as coisas nem sempre são o que aparentam ser e a verdade dos fatos pode revelar grandes surpresas e inesperadas descobertas.

“Crispim e a Sétima Virgem” vem com a proposta de contribuir para uma maior visibilidade, para romper paradigmas do mercado editorial e para oferecer ao público leitor da nossa região mais essa alternativa de leitura com conteúdo local, valorizando e enaltecendo os temas da nossa terra, com uma linguagem acessível e instigante.

Fonte site Cidade Verde.

A FORTALEZA DE CRISPIM

Dando continuidade à história iniciada no livro “Crispim e a Sétima Virgem”, o livro apresenta uma estrutura narrativa que possibilita ao leitor iniciar a leitura da saga por ele, sem nenhum prejuízo à clara compreensão da obra.

A maldição lançada sobre o jovem pescador Crispim, há mais de duzentos anos, foi parcialmente quebrada. Mesmo ainda vivendo nas águas dos rios no corpo de um monstro, ele está consciente outra vez e consegue se metamorfosear.

Encontrou amigos que buscam a quebra definitiva da maldição, além de estar amando e sendo amado pela bela Carol. No entanto, em busca da sua libertação, Crispim terá que enfrentar agora um novo e mortal desafio: sobreviver à obsessão de um poderoso mago.

Neste segundo livro o autor desenvolve o enredo e aprofunda o caráter e as ações dos personagens, proporcionando ao leitor a experiência de poder se encontrar por mais tempo com uma história nativa, na qual se reconhece e confirma aspectos relevantes da sua identidade.

Admitindo o suspense como um dos grandes valores da literatura contemporânea, o livro aproveita o conteúdo fantástico de um conto produzido e transmitido pela tradição oral do povo piauiense. O autor busca atingir a meta de construir um romance de caráter popular, regional, mas sem apoiar-se no culto ao estereótipo, buscando, em vez disso, intercambiar elementos de uma linguagem urbana moderna com traços do folclórico e do tradicional.

Fonte Cidade Verde.

PARA SEMPRE CRISPIM

A saga de Crispim chega ao seu apogeu. O mago Jeremias, enfim, encontrou uma forma de quebrar a maldição e libertar Crispim. Com esse propósito, ele se desloca dos Açores e vem ao Brasil, dessa vez na companhia de sua mulher, a elegante e poderosa bruxa Estela Caeiro.

Há um sacrifício a fazer, Crispim terá de ser persuadido a fazer algo que não deseja para poder alcançar a sua libertação, e Estela desempenhará um papel fundamental nisso. Jonas, o ex-delegado, intensifica sua investigação extraoficial sobre o caso das Marias Virgens. Já aceitando a ideia de que está lidando com forças sobrenaturais, busca obter “armas sagradas”. Os fatos estão convergindo, muitas e eletrizantes surpresas estão reservadas. O mundo está prestes a testemunhar os efeitos mais radicais e assustadores de um mal secular.

Qual o sacrifício necessário para que a maldição seja quebrada? E se isso der certo, o que acontecerá a Crispim? Existe esperança para o amor entre ele e Carol? Duzentos anos sob o efeito de um encanto é tempo demais para ser superado? Ou Crispim poderá alcançar a tão sonhada redenção?

CABEÇA DE CUIA – A DOR QUE ANTECEDE A PRAGA, de Ednaldo Carvalho

O quadrinho Cabeça de Cuia – A dor que antecede a Praga, de Ednaldo Carvalho, obra premiado pela a lei municipal de cultura A. Tito Filho, e também traz uma versão de horror moderno para saga de Crispim, apresentando uma leitura, por vezes poética, da maldição e da tortura de Crispim.

Ednaldo Carvalho criou uma obra tensa, que narra a lenda do Cabeça de Cuia de maneira original e horripilante, atualizando, contextualizando e humanizando o personagem, mas a obra não se limita a apresentar o Crispim apenas como o assassino da própria mãe, há o estudo da loucura, há a preocupação social de tentar justificar o injustificável. Há o jovem que sofre o preconceito dos vizinhos, o rapaz apaixonado que não recebe um olhar da mulher amada. Há uma certa poesia narrativa e a preocupação de revelar nossos cenários, mostrar nossa cidade. Uma obra indispensável para a cultura piauiense, que precisa ser apresentada e estudada. Uma revalorização de nossas origens culturais, de nossos mitos, monstros, heróis e vilões.

Cabeça de Cuia – A dor que antecede a praga é um quadrinho com 98 páginas , miolo offset 90 g/m², preto e branco, formato 15x22cm, capa cartão 300 g/m².

A LENDA DO CABEÇA DE CUIA, por Pedro Costa

O cordel A Lenda do Cabeça de Cuia foi escrita por Pedro Costa, importante violeiro e autor de cordéis no Estado, editor da revista De Repente (que hoje está na edição número 168), e um agitador cultural, que foi, inclusive, membro do Conselho Estadual de Cultura por mais de 10 anos.

O folhetim segue a tradição da literatura popular, editado em formato simples e com versos rimados e que poderiam ser cantados em rodas de repentistas, de forma lúdica e envolvente.

 

Segue, abaixo, links sobre o Cabaça de Cuia em outras mídias, para alimentar sua curiosidade.

Filme O Pescador e o Rio

Ponto turístico no Encontro dos rios Parnaíba e Poty.

Trailer do jogo The Last NightMary

Música “Cabeça de Cuia” de Teófilo Lima.

Música “Cabeça de Cuia”, de Pedro Silva e João Ferry, pelo coral do SEBRAE

Capa do livro Dramaturgia Piauiense, de Aci Campelo, que reúne várias peças do teatro local e o traz o texto, na íntegra, de Cabeça de Cuia – O Homem, de Antonio José, sucesso de público nas salas de teatro por todo o Piauí.

A versão do coreógrafo Marcelo Evelin, para o teatro contemporâneo.

A versão, em quadrinhos, lançada por Carlos Holanda e Hebert Veras.

Bernardo Aurélio
Sou desenhista, criador do Máscara de Ferro e autor do quadrinhos Foices & Facões. Sou formado em história e gerente da livraria Quinta Capa Quadrinhos