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Filme de Eike, mostra erros do empresário, mas ameniza lado criminoso

O maior destaque positivo do filme é a interpretação de Nelson Freitas, que está parecido com Eike até fisicamente

Eike: Tudo ou Nada (Netflix), das diretoras Dida Andrade e Andradina Azevedo, baseado no livro escrito pela jornalista Malu Gaspar, mostra como um empresário de extrema ambição sai do posto de um dos mais ricos do mundo para presidiário. Destaca ainda como faz toda diferença ouvir as pessoas certas e ter o discernimento de quando parar e quando apostar todas as fichas.

O megaempresário Eike Batista era dono de uma das maiores mineradoras do país quando decidiu apostar todas as suas forças na extração de petróleo assim quando foi divulgada descoberta do tão famoso “Pré-sal”. O grande problema na época foi que o Governo mudou de ideia “nos últimos minutos” e decidiu fechar as portas para concorrência privada.

Como já tinha conquistado investimentos milionários de vários países resolveu não desistir e criou a OGX para explorar petróleo em outros cantos, sob a orientação de um ex-funcionário da Petrobras conhecido como Dr. Oil.

A interpretação de Nelson Freitas está muito boa, inclusive fisicamente conseguiu ficar muito parecido com o Eike.

A maior crítica é com relação a forma extremamente forçada com introduziram um trecho da sua vida pessoal na história. Seu relacionamento com a modelo Luma de Oliveira, com quem teve dois filhos, foi mostrado em alguns minutos, acrescentado ao roteiro de maneira estranha, parecendo que uma decisão tomada depois que terminaram o filme. A sensação que fica é que na última hora resolveram que seria importante acrescentar essa parte da sua história.

Outro fato que soou estranho foi que a modelo Luma de Oliveira ter sido chamada exatamente pelo nome, mas o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, condenado pela Justiça, foi apresentado como Sobral. Algum receio ou impedimento jurídico? Aliás, como é lembrado no final, Eike foi condenado não só por erros no mercado financeiro, mas por lavagem de dinheiro, pagamento de propina e outras decisões erradas. E isso não aparece muito na trama, exceto por algumas ofertas de favores do empresário para o governador.

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Jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí com mais de 20 anos de atuação na área, sempre com destaque para área cultural, principalmente no campo das histórias em quadrinhos, cinema e séries.