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His Dark Materials | Crítica – 1° Temporada – Episódio 5, choros e emoções

Quinto episódio trouxe dois personagens principais a série e o mais emocionante momento da história.
O 5º episódio de His Dark Materials veio com certa ansiedade (pelo menos de minha parte) em razão de termos sido induzidos, no episódio anterior, a crer que Lorde Boreal iria procurar a família de Stanislaus Grumman, na verdade chamado John Parry no nosso mundo. A revelação da identidade de Grumman já indicava o que se avizinhava: o aparecimento de Will Parry.

O episódio inicia com a caminhada dos Gipsios para Bolvangar e logo vemos um menino caminhando no nosso mundo (meu coração parou). Nos livros, Will só aparece no segundo livro, A Faca Sutil, e é um dos raros casos de protagonista que só surge com toda a trama desenvolvida. Sim, Will é protagonista de His Dark Materials junto com Lyra e é um dos personagens mais queridos pelos fãs que acompanharam a trilogia de Phillip Pullman. Eu gostei do Amir Wilson como Will, embora ele tenha muita cara de menino bonzinho e fofo, o que não combina nada com o personagem! Porém, o jovem ator consegue imprimir o tom que o personagem requer e isso suaviza o impacto da aparência doce. A relação entre Will e a mãe também é bem retratada na série, um jovem que luta boxe, sofre bulliyng e cuida da mãe. O Will dos livros é um jovem que cuida com todo o amor e carinho de sua mãe, que sofre de transtorno mental. A série já deixa claro que ela pode não ser doente, como pensam as pessoas de nosso mundo, mas apenas uma mulher que sabe coisas demais sobre assuntos que outras pessoas não imaginam e isso é retratado por meio da interação entre a personagem e Lorde Boreal e suas investigações sobre John Parry.
Quando Farder Coram pede a Lyra que consulte o aletiômetro, este revela à menina mais do que ela espera e ela decide então se dirigir ao lugar mostrado pelo objeto, enfrentando o perigo que parece haver no destino, que ela só consegue descrever como uma espécie de fantasma. Porém, é desencorajada pelos gipcios, para não atrasar sua peregrinação e resgate das crianças capturadas pelos papões, mas a relação de Lyra com Mãe Costa e a aparição de Serafina Pekkala é fundamental para que uma decisão seja tomada. Preciso dizer que eu tive medo que ninguém pudesse ser tão perfeita pra superar a Eva Green, mas a Ruta Gedmintas foi incrível, mesmo numa cena pequena. E ok, admito que a Ruth Wilson fez a Nicole Kidman ser esquecível como Sra. Coulter… Não por atuação ou qualquer coisa, já que o filme produzido pela New Line seja uma grande porcaria e não faça nem sombra ao que é A Bússola de Ouro, mas praticamente todo fã que leu FdU imaginou a Sra. Coulter exatamente como a Nicole Kidman e a escolha dela pra viver a personagem no cinema nos encheu de esperanças.
Ruta como Serafina
HBO
É Iorek quem acompaha Lyra nesta jornada. Aos poucos, a série vem construindo a relação de Lyra e Iorek. Restam poucos episódios para que a série consiga fazer com que soe convincente a relação de amor e amizade que se forma entre estes dois seres tão distintos, e que marca tanto os leitores de Fronteiras do Universo. Até o momento, foi bem melhor trabalhada a relação de afeto que se desenvolve entre Lyra e Lee Scoresby. A história de Iorek é melhor apresentada numa cena em que os dois conversam e se aproximam mais. E esta conversa dá à Lyra uma ideia a que se agarrar para enfrentar seus medos. Numa cena de suspense que me deixou gelada, Lyra encontra o imaginado fantasma. E é o corpo de Billy Costa, sem seu daemon, Ratter, que ela leva de volta para os gípcios, mostrando o que de fato o Magisterium está fazendo com as crianças sequestradas. É comovente. Se você não chorar com a Mãe Costa dizendo pro seu filho encontrar sua alma em paz e garantindo que vão ficar bem, depois você não segura as lágrimas com a cena do funeral de Billy.
Com tantas emoções, o episódio ainda termina com o acampamento gípcio sendo atacado e Lyra sendo sequestrada pelos papões. Momentos de tensão no próximo episódio!!
Malú Pôrto
Quer ser alguém importante na história do mundo, mas tem preguiça. Costuma ser do contra, gosta de coisas fofinhas, nasceu pras artes e foi trabalhar com coisas chatas pra não estragar os hobbies e nem passar fome.