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A série de crime com fantasia que todo mundo deveria assistir na Netflix

Mesmo polêmica, Cidade Invisível está fazendo sucesso pelo mundo todo.
Cidade Invisivel
Netflix

Conheça a polêmica nova série brasileira da Netflix, Cidade Invisível

Como dito no começo do janeiro, a Netflix gastou bastante – mais de 350 milhões de reais em conteúdo e material brasileiro em 2020 –  em suas produções exclusivas para fazer diferença com seu serviço de streaming enquanto estamos vivendo uma pandemia que parece que não terá um fim próximo. Alguns dos programas de maior sucesso da plataforma, The Witcher e O Mundo Sombrio de Sabrina, por exemplo, são de fantasia. Outro grande sucesso de público e gênero da Netflix é o criminal, Ozark e Mindhunter, são um colírio no quesito produção e atuação, além de contar um extenso número de documentários e documentários policiais baseados em fatos. Então, se as evidências mostram que todo mundo adora séries e programas de fantasia e policiais, por que não misturá-los? 

Lançada no dia 5 de fevereiro de 2021, Cidade Invisível é uma história de crime que mistura fantasia e sobrenatural. Conta a vida de um policial ambiental procurando o assassino de sua esposa. Estrelado por Marco Pigossi (Tidelands e Alto Mar) como o policial Eric que inesperadamente, sua investigação acaba revelando um mundo oculto repleto de criaturas baseados nas crenças dos povos nativos do Brasil, e ele rapidamente percebe que existem mais de um segredo sobre o que aconteceu com sua esposa.

A história de Cidade Invisível começa com a morte da esposa de Eric, a ativista ambiental Gabriela (Julie Konrad),que trabalha para impedir que empresas do ramo imobiliário assumam o controle de uma pequena comunidade pesqueira na vila de Toré. Na noite em que morre, ela estava visitando a aldeia com sua filha Luna (Manuela Dieguez) quando um incêndio acontece e para tentar salvar sua filha, Gabriela acaba falecendo no processo.Eric acredita que o incêndio foi criminoso, porém, para a polícia encerrou o caso por falta de provas, então ele continua investigando por conta própria.

Enquanto Eric trabalha e cuida de Luna, sua investigação leva a estranhos encontros com criaturas que ele acreditava serem mitos. Mas acaba percebendo o quão entrelaçadas essas lendas que ganham vida estão com o trabalho e a morte de sua esposa.

Cidade Invisível é um produto totalmente brasileiro que se junta ao já extenso repertório de séries  internacionais da Netflix com histórias ricas e envolventes. O showrunner da série é Carlos Saldanha, mais conhecido por dirigir filmes infantis de sucesso como Rio (1 e 2), Era do Gelo e o Touro Ferdinand. Cidade Invisível City é seu primeiro empreendimento com pessoas reais. A história é escrita pelos autores Raphael Draccon e Carolina Munhoz.

Cidade Invisível explora as tradições indígenas do norte do Brasil, sobre o qual poucas pessoas fora da América do Sul parecem saber muito. Até agora, a mídia geralmente se concentrava nas histórias da mitologia nórdica, romana e grega no cinema e em séries. Cidade Invisível como o próprio título sugere, tenta mostrar o quanto o resto do mundo é cego para lendas, costumes e histórias de outros povos, por isso, a série é fascinante.

Tem Saci, Cuca, Iara e a cultura indigena que também é nossa, merece ser celebrada não só como uma história infantil, mas por sua riqueza, fantasia e importância.

Mas no Brasil, Cidade Invisível se tornou um sério problema 

O mundo todo aplaudindo Cidade Invisível, porém, no seu país de origem; o Brasil. A coisa não está fácil para a produção. Depois do lançamento da série, pipocou de críticas negativas sobre a narrativa, caracterização e principalmente pelo desrespeito religioso que alguns membros de tribos indígenas comentaram que a série pegou.

Alguns críticos nacionais estão achando desconfortável a produção deixar de fora atores indígenas nos papéis das entidades das matas e erros em relação à cultura das tribos do norte brasileiro.

A principal crítica coerente pessoal sobre Cidade Invisível veio do Twiiter, do perfil de Lai Munihim, mulher indígena, socióloga e pesquisadora nas áreas de relações étnicos-raciais e encarceramento indígena:

“Se quisessem ter feito isso bem feito, teriam contratado indígenas para toda a parte de produção de roteiro, enredo, etc., para além da questão de escolher de atores”

A socióloga ainda completa:

“Para criticar com propriedade, assisti a série Cidade Invisível e consegui superar o nível de merda que eu imaginava.Saci, Boto, Iara, Curupira e Caipora. Cinco entidades indígenas, pertencentes às espiritualidades indígenas, interpretadas por não-indígenas…”

Infelizmente enquanto eu escrevia esse post, o perfil da Lai Munihim tinha sido banido das redes sociais. Não sei o motivo dos acontecimentos que vieram a seguir, após ela expor sua opinião sobre Cidade Invisível, mas não consegui entrar nos contatos que me passaram dela.

E como não sou especialista do assunto, deixo aqui um texto importante para reflexão:

Uma reflexão sobre as problemáticas de uma identidade “afroindígena”

Cidade Invisível, mesmo dentro dessa polêmica, ainda é incrível, vale a pena ao menos conhecer. 

PikachuSama
Editor de Contéudo deste site. Eu não sei muita coisa, mas gosto de tentar aprender para fazer o melhor.