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RPG|Conhecendo o Cenário: Tormenta

Após acumular cerca de 2 milhões de reais no Catarse, certamente que Tormenta iria ganhar um texto aqui.

Sem dúvidas, se já não era, Tormenta se tornou o maior cenário de fantasia nacional. Muitos jogadores começaram através deste cenário, e às vezes até mesmo através deste sistema. Muitos acabam abandonado, e até recentemente, muitos nem sabiam por onde começar!

Em meio a tantos manuais revisados, ampliados, melhorados e guildados pelo macaco, o que podemos dizer para alguém que quer conhecer um pouco mais sobre este cenário?

elfos

Origens

Tormenta nasceu na revista nacional especializada em RPG chamada Dragão Brasil nos anos 90. Nas edições 44 a 46 da revista, a aventura Holy Avenger foi publicada para os principais sistemas da época: GURPS e AD&D. Mais tarde na edição #50, o trio Tormenta (Marcelo CassaroRogério Saladino e JM Trevisan) decidiu juntar todo o conteúdo criado na Dragão Brasil em um único universo coeso através de um encarte extra de 80 páginas.

Nessa época, Animes estavam rapidamente se tornando uma febre, e para acompanhar, Tormenta também se tornou um quadrinho brasileiro em estilo mangá, adaptando a primeira aventura do cenário: Holy Avenger. E embora esta arte estilizada como um mangá estejam no imaginário popular como sinônimo de Tormenta, o cenário também teve sua tomada mais madura dentro do universo da literatura através da Trilogia escrita por Leonel Caldela (que aliás é um absurdo o fato de não ter uma página na Wikipedia sobre): O Inimigo do Mundo, O Crânio e o Corvo e O Terceiro Deus.

Se você quiser saber ainda mais sobre a origem e desenvolvimento de Tormenta, existe também este post no fórum da Jambô que conseguiu compilar a história editorial do cenário.

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O que torna Tormenta único?

Primeiro, Tormenta não usa o sistema Vanciano de magia de forma pura. Isto é, ele não trabalha com o esquema de “preparação de magias por dia”, preferindo ao invés disso trabalhar com regras alternativas para uso de Pontos de Mana. Assim como em Tal’Dorei, Arton é um mundo relativamente recente e com influencias diretas dos deuses.

Da mesma forma que os elfos mais velhos de Tal’Dorei ainda lembram dos tempos da calamidade e dos reino maligno de Drassig; os elfos de Arton ainda lembram da derrota de Lenórienn pelas mãos da Aliança Negra (um conglomerado de Hobgloblins, Bugbears, e Goblins).

Além disso, a própria Tormenta que nomeia o cenário cria situações interessantes e únicas deste cenário. Uma Tempestade de sangue que corrompe tudo o que toca para criaturas lovecraftianas criadas para desafiar os deuses pode criar elementos únicos para a sua campanha. Além disso, aventuras como Contra o Arsenal Libertação de Valkarya lidam com elementos centrais e únicos do cenário.

Existe um tipo de reclamação comum sobre Tormenta, é que o cenário “parece uma colcha de retalhos”. Mas já vimos que em Golarion, por exemplo, vemos Vikings lutando contra Tripods Marcianos “ao lado” da Revolução Francesa.

O cenário também mantém a tradição que o gerou: Tem conteúdo gerado e atualizado sempre através da revista Dragão Brasil renascida e também pela Live da Guilda do Macaco. Acompanhar a cronologia de Tormenta pode ser uma tarefa conturbada, mas que certamente será facilitada com o lançamento de Tormenta20.

Tormenta-20

Considerações finais

Tormenta sempre foi feito pra ser um cenário feito pra você. E por mais que isso pareça uma frase clichê, é o que é. O cenário é cheio de espaços em branco propositais, como o espaço em branco para a sua criação.

E você? O que acha de Tormenta?
Comente 🙂

John Cavalcante
Cortador de cana na empresa Quinta Capa