Terça, 18 De Dezembro De 2018

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10 filmes de sucesso com uma falha gritante!

Uma dos momentos mais ‘‘sem necessidade’’ da franquia Star Wars foi a inclusão de Jar Jar Binks, uma tentativa falha de injetar alívio cômico nos filmes da franquia, mas não deu certo. Jar Jar tem mais tempo de tela que o Darth Vader e muita gente acredita que ele seja o culpado do filme – Ameaça Fantasma – ser tão ruim. É claro que isso não foi o principal problema da trilogia que explica nascimento, crescimento e queda de Vader terem fracassados na bilheteria e crítica. Mesmo sem ele, a coisa não melhoraria de qualquer forma.

Há bastantes filmes por aí considerados perfeitos pela crítica e fan base, mas com alguns problemas que não posso deixar passar. O filme é, quando feito corretamente, um meio de linguagem universal. Porém, isso naturalmente traz problemas; seja uma ideia que dura apenas os primeiros minutos ou erros humanos, em algum momento haverá um problema. Se um filme é muito bom, essas falhas meio que deixamos passar, mas quando notamos , a verdade pode ser dolorosa.

Hoje nós vamos listar dez filmes que são, para todos os efeitos, perfeitos, mas ainda com uma falha primal que, apesar de não estar realmente prejudicando a obra, está inevitavelmente lá. Venha devagar e com cuidado: você nunca mais verá seus filmes favoritos da mesma maneira.

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10. Baterias humanas são completamente ineficientes – The Matrix

Warner Bros. Pictures

Por um breve período em 1999, todos pensaram que sobretudos eram incrivelmente legais de usar – eu usei, você usou – e que nosso mundo não era real. Matrix deixou um legado para o cinema, foi um filme criativo de ação que moldou praticamente o contexto do gênero.

Situado em um futuro distante (não tão distante hoje), onde os humanos perderam uma guerra com as máquinas e se transformaram em pilhas, cultivados para gerar energia e enganados por um programa de computador complexo de inteligência artificial, The Matrix deu ao público uma história única que, embora totalmente maluca, a coisa meio que fazia sentido. Mas essa ideia de pilha, segundos as irmãs Wachowski, era apenas um conceito de enredo para colocar as peças do filme em funcionamento, as máquinas não precisavam dos humanos como pilhas, foi apenas para desviar os otários. Vocês e eu.

Como sabemos, a maior parte da nossa energia serve para absorver tudo que nos mantém vivos, aquilo que sobra é expelido como calor. Um ser humano quase totalmente vegetativo, não geraria energia. Utilizando a Segunda Lei da Termodinâmica, as máquinas fariam algo mais eficaz limpando o céu negro e procurando fontes renováveis de energia.

9. O Coringa só montou apenas UM PLANO – O Cavaleiro das Trevas

Warner Bros. Pictures

Em O Cavaleiro das Trevas, o Coringa em um momento do filme, depois de tudo que causou em Gotham, pergunta: “Eu pareço um cara com um plano?”

Essa linha é tratada como um resumo do personagem na HQ ‘Clown Prince of Crime’, mas que na verdade é o oposto total; dizendo que não tem culpa do caos causado em toda cidade, ele apenas jogou as cartas na mesa mostrando que tudo foi um grande improviso.

Durante toda a narrativa do filme, a motivação do Coringa vai para frente e para trás como uma cobra pronta para o bote – primeiro ele quer matar Batman, depois ele quer ser desmascarado, então ele quer que Batman não o mate – fazendo com que ele pareça se encaixar em seu próprio discurso de “um agente do caos”. Mas se prestar bastante atenção, o cara pensou em tudo.

Seu plano mestre para transformar Harvey Dent em seu curinga dependia de muitos fatores; ser pego pela polícia, ficar preso com uma bomba, dando a localização do Dent e Rachel sequestrados na hora certa e, mais intricadamente, ter Batman conseguindo chegar até Harvey Dent antes que ele explodisse, deixando a culpa para a polícia deixar a coitada da Rachel morrer.

É caótico, claro, mas a logística simples mostra que o Coringa não é “um cachorro correndo atrás de carros”; ele sabia exatamente o que estava fazendo.

 

8. Buzz vira brinquedo quando Andy aparece – Toy Story

Pixar

Toy Story é uma história em que brinquedos tem vida própria, porém com a função de fazer as crianças se divertirem. A ideia é simples, mas a Pixar transformou a coisa toda em algo único.

O primeiro filme na trilogia traz Buzz Lightyear, um action-figure espacial, coisa que quebra paradigmas entre os brinquedos de Andy, um garoto ainda com seis anos de idade. Um brinquedo novo, transformando a liderança de Woody em uma piada como o brinquedo favorito de seu dono. Isso acaba intensificando por Buzz achar que não é um brinquedo. Isso é tão sério que a ideia voltou nos filmes seguintes.

Infelizmente, isso fica sem sentido no decorrer da animação; se Buzz não acredita que ele é um brinquedo, então por que ele não continua vivo quando Andy está por perto? Sabemos que os brinquedos são capazes de se mover na frente dos humanos (Woody faz Sid ter pesadelos pelo resto da vida), então o que impede de Buzz falar com Andy?

Enquanto estou escrevendo isso me veio a seguinte pergunta: por que Buzz não reagiu quando Andy tirou seu capacete e brincou com ele?

 

7. A Mentiras de Obi-Wan – Star Wars

Lucasfilm

Star Wars é um filme tão bom que literalmente mudou toda a maneira como se faz filmes. Porém, aos olhos de seu criador, o filme não era bom o suficiente. Durantes anos, George Lucas mexeu em sua franquia na tentativa de ‘‘consertar’’ os problemas do primeiro filme com a visão ideal que ele só conseguiu mostrar quando saiu da direção do segundo. Ele até conserta a maioria dos erros de estéticas que cada época dos filmes foram feitos (tecnologia, arquitetura, inovações e facilidades humanas), mas algumas realmente se tornaram um problema real para ele e a Lucasfilm.

Nós não estamos de forma alguma pedindo mais mudanças na Trilogia Star Wars (por favor não), mas se Lucas realmente quisesse melhorar os filmes, em vez de apenas adicionar um novo brilho, uma nova cor, uma nova CGI para justificar um relançamento, há coisas maiores que ele poderia refazer, como MUDAR TODA A PARTICIPAÇÃO de Obi-Wan em Uma Nova Esperança.

Quando ele narra a história do pai de Luke, fala: Anakin foi “traído e assassinado” por Darth Vader. Isso é apenas um de vários problemas do personagem no filme.

Filmes seguintes criam uma lenda e conceito sobre o Darth Vader sendo Anakin, o que torna toda a cena acima algo sem sentido. Há uma tentativa vaga de explicar logicamente as mentiras, mas isso só é compreensível se você considerar de um ponto de vista, muito abstrato que Obi-Wan mentiu, embora não tanto assim, como se ele tivesse escolhido aquelas palavras. Faça-me um favor, George Lucas!

Para ser justo, isso não é uma falha com o filme em si, está mais como o efeito de que a história de Star Wars mudou do que era para onde acabou ficando na trilogia. Mas Isso não impede que a cena do tio Obi-Wan seja totalmente cretina.

 

6. A Explicação – Psicose

Paramount Pictures

Mesmo pelos padrões atuais, Psicose não é para os fracos. Apresentando um assassino mentalmente fora dos eixos que conversa com o cadáver taxidermizado de sua mãe e a “transforma” em assassina de suas vítimas, o filme é um relógio inquietante que faz a gente tomar banho rápido pelo resto da vida.

Naturalmente, a censura estava de olho no filme. Na época, havia fortes restrições sobre o que os filmes poderiam mostrar, cenas como o assassinato do chuveiro e onde Janet Leigh aparece de costas insinuando que estava pelada foi bastante polêmica naquela época. Para apaziguar a moral e bons costumes, fizeram uma cena final com um psiquiatra explicando o estado psicológico de Norman Bates.

É tão competentemente dirigido quanto o resto do filme, mas é TOTALMENTE SEM NECESSIDADE. A cena está presente no livro de Robert Bloch de onde o filme foi baseado, mas o estúdio ficou com medo e precisou explicar as conotações sexuais de um homem vestindo roupas femininas. Uma mágoa que tenho até hoje é esta cena final.

 

5. A Falsa Morte – O Senhor dos Anéis

Warner Bros. Pictures

Você não pode matar seu protagonista. É uma daquelas leis não escritas do cinema atual. Claro, eles podem morrer no final do filme, se você acha que ele precise disso, mas como você já está pensando nas sequências que virão, melhor deixar o protagonista vivo.

Isso representa um grande problema quando um filme tenta criar algum tipo de tensão; se seus personagens estão em perigo mortal, ninguém se pergunta se eles sairão vivos daquele problema, é claro que irão. É por isso que os filmes modernos de super-heróis tornaram seus protagonistas indestrutíveis: se o público sabe que você não pode matar seus personagens, apenas deixe que se divirtam com o filme.

Peter Jackson, no entanto, não usa muito este argumento, o ‘‘bagulho é louco’’ com ele. Ao longo de todos os seus filmes, principalmente em O Senhor dos Anéis, ele gostava de jogar seus protagonistas em cenas onde estão à beira da morte, apesar de não haver chance de eles realmente morrerem (a menos que sejam Sean Bean rs). Em Sociedade do Anel, Frodo é esfaqueado duas vezes dentro no filme e as duas vezes são jogadas como se a sua sobrevivência estivesse realmente em dúvida. Jackson ainda adicionou um subtrama em As Duas Torres, onde Aragorn foi jogado de um penhasco apenas para adicionar mais tensão à jornada.

Não há nada inerentemente errado com uma falsa morte, mas em O Senhor dos Anéis ela é tão predominante e velada que rapidamente se tornou bastante cansativo.

 

4. A idiotice dos Guardas – Um Sonho de Liberdade

Columbia Pictures

Em 1966, Andy Dufresne escapou da prisão de Shawshank. Ele se arrastou por um túnel cavado durante 20 anos e esta cena é uma das coisas mais bonitas que o cinema já fez em toda sua história. É sério.

Não foi apenas uma fuga comum. É uma metáfora das prisões mentais que causamos a nossa volta. Claro que ele também não era santo, lavava dinheiro mesmo preso, entregou o diretor do presídio para a polícia e roubou o dinheiro todo. Para não parecer um presidiário em sua fuga, ele rouba sapatos limpos e polidos de um dos guardas.

O maior defeito do filme é esse. Era apenas olhar para os sapatos para saber que era ele!

O filme explica essa ideia do sapato em uma linha de diálogo – “quantas vezes você realmente olha para os sapatos de um homem” – mas essa premissa é fraca. Você não precisa “realmente olhar” para os pés de alguém para notar que algo está diferente. Use sapatos brilhantes e polidos em qualquer situação e eles chamarão atenção. Mas os guardas não perceberam isso.

 

3. Keyser Söze se entrega durante todo o filme – Os Suspeitos

Gramercy Pictures/PolyGram Filmed Entertainment

Os Supeitos tem a coroa de enganar a maioria dos espectadores em todo o decorrer do filme, chega a ser obsessivo esses ‘plots’. Embora o final acaba revelando que Verbal Kint é Keyser Söze e tudo acaba se encaixando, existe um problema.

O filme começa logo depois de um tiroteio no porto de San Pedro que culminou com a explosão de um navio-tanque. Existe uma conversa entre Kint e o agente especial Dave Kujan contando uma história em flashback. Se prestar atenção, o plano de Söze sempre foi manter o mistério sobre sua identidade; o assalto ao barco foi uma armadilha que ele montou para matar o homem que poderia identificá-lo, enquanto é interrogado por Kujan ele fica empurrando que Söze é outra pessoa.

O problema é que toda a história contada nessa entrevista é construída em torno de vários itens na sala onde os dois estão conversando, o que significa que Kujan rapidamente percebe que Kint não é quem ele diz ser, anulando totalmente a tentativa do filme de deixar Söze no anonimato. Ele até não poderia saber sobre o sobrevivente húngaro que forneceu um desenho policial sobre como era a cara do vilão mais enganador do cinema, mas deixar todas as pistas para Kujan foi totalmente fora de sentido.

2. Voc̻ ṇo pode matar no futuro РLooper

TriStar Pictures/FilmDistrict

Looper não faz sentido. Quero deixar isso bem claro, eu odeio esse filme, mas vocês gostam, não é?

O filme tem um roteiro conveniente e sem uma pesquisa sobre viagens temporal, apresentando uma linha do tempo fluida onde causa e efeito são um pouco distorcidas. Exemplo: Se o seu eu futuro estiver ao mesmo tempo que você presente, digamos, sei lá, cortando o dedo, o dedo do futuro desaparecerá.

Embora seja totalmente ridículo, pelo menos segue suas próprias regras estabelecidas; quando o conceito é apresentado, funciona da mesma maneira durante todo o processo. Só que outros filmes provaram que linhas temporais dão um nó bem louco em nossa mente e nas realidades paralelas.

As ideias de Looper são frágeis. O filme é ambientado em um futuro não tão distante, onde Joseph Gordon-Levitt mata pessoas enviadas do futuro para morrerem no passado, matar no futuro não é mais permitido e se o cara for realmente mal, ele cumprirá sua sentença voltando no tempo. OK legal, mas noventa minutos de Joseph Gordon-Levitt se transformando em Bruce Willis é um sério problema rs

O outro furo é que essa regra de “não matar no futuro” não é cumprida em nenhum momento do filme. Na verdade, não sei porque estou colocando este filme nesta lista! Deve ser o eu do futuro tentando me dizer algo.

 

1. O helicóptero – O Iluminado

Warner Bros. Pictures

Obra-prima de Stanley Kubrick ponto.

Só que o filme abre com uma cena inquietante em uma estrada isolada. Abertura, música, ambiente. Mas tem um defeito que é um pecado, você pode ver claramente a sombra do helicóptero que está filmando a cena (olhe a foto acima novamente). Poderia ser corrigido? Poderia. Os fãs de Kubrick falam que isso foi uma piada deixada por ele no filme. Uma piada do Stanley Perfeição Kubrick?

Certo, Pikachu, mas como esta falha de edição pode ser tão problemática? Estamos falando de O Iluminado, feito pelo diretor mais perfeccionista que existiu, tudo que ele faz tem propósito, já viram quantos documentários explicando o filme existem?

Talvez isso só mostre que O Iluminado seja apenas um filme de terror comum que as pessoas elevaram ao expoente máximo da sétima arte.

Quais outros filmes quase perfeitos têm falhas mesquinhas? Deixe-nos saber suas escolhas nos comentários abaixo.

Quem é PikachuSama

Editor de Contéudo deste site. Eu não sei muita coisa, mas gosto de tentar aprender para fazer o melhor.

 

  

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