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As Origens do Shazam – Parte 4. Com Uma Palavra Mágica… de Gary Frank & Geoff Johns, 2012.

Sejam bem-vindos, todos vocês, amantes da magia. Se você subiu neste metrô na estação lá do ano de 1940, fique à vontade para continuar nossa viagem. Mas se ainda não passou pelas estações anteriores, sugiro que clique aqui e desfrute a parte 1 de nossa conversa e vá seguindo adiante até chegar nestas paragens: a quarta e sensacional origem do mortal mais poderoso da Terra.

Se você continua com a gente, sabe que nosso objetivo é traçar alguns paralelos entre as diferentes versões da apresentação das origens do nosso vermelhão de ceroulas preferido (quase um Chapolim!). E é o que faremos a partir de agora.

A versão escrita por Geoff Johns e desenhada por Gary Frank, estreou nos EUA pelos idos de 2012, mais especificamente em maio daquele ano, na revista Justice League #7 e se estendeu por 13 pequenos capítulos, fechando seu ciclo no número 21, de agosto do ano seguinte.

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Naquele período, a DC estava reiniciando sua linha editorial com o que foi chamado de “Novos 52”, que significava reintroduzir quase todos os personagens, praticamente do zero. Um reboot, como chamam. Por traz da decisão, estava uma reformulação editorial que diminuiu a quantidade de páginas mensais de seus títulos (em média, de 24 para 20) e também a quantidade de títulos que publicavam. Houve um corte de quase 20 deles, mantendo apenas 52 revistas nas bancas e comic shops (daí o nome Novos 52).

Curiosamente, Shazam NÃO ganhou uma dessas revistas. A Voodoo tinha um título próprio, e o Shazam, não! Saca a Voodoo? Não, né? Pra você ver! E o Omac, Ressurreição e Senhor Incrível? Todos eles mereceram um título próprio. Depois, quando dizem que a DC boicota o personagem desde tempos imemoriais, vão dizer que é teoria da conspiração.

Como Billy Batson não ganhou um título próprio (mas o Bandoleiro sim), decidiu-se que o vermelhão seria publicado à tira-colo na Liga da Justiça, em 13 capítulos mais curtos que o normal, totalizando 172 páginas, o que dá uma média de 13 páginas por mês. Talvez essa decisão tenha beneficiado o trabalho, tanto do roteiro de Geoff Johns, quando do traço caprichado de Gary Frank, já que seriam menos páginas por mês para serem feitas.

Pra efeito de comparação com as anteriores, o tamanho do gibi é muito importante. Ora, a primeira hq do Capitão Marvel, na Whiz Comics de 1940, tem apenas 13 páginas. A versão de Jerry Ordway, tem 94 páginas e a de Jeff Smith, tem 192. As versões mais recentes são as maiores e puderam desenvolver melhor suas tramas e incluir mais elementos numa mesma história de origem. Então, vamos aos pontos!

 

As origens de Billy

Nas três versões anteriores, na dos criadores CC Beck e Bill Parker, na de Jerry Ordway e na de Jeff Smith, Billy Batson é um garoto que mora na rua. Na versão original, no primeiro diálogo de Billy no gibi, ele diz que dorme no metrô. Na segunda versão, vemos Billy dormindo no chão, num canto, ao relento, perto da estação de rádio onde viria a trabalhar. E na terceira versão, ele mora num quarto de um prédio abandonado e tem problemas com mendigos e gente ruim das ruas.

É importante criar um parágrafo-parênteses aqui pra dizer que esse primeiro diálogo de Billy na versão original é com um homem encapuzado que o leva até o metrô mágico. Esse encapuzado, nas versões futuras, é entendido como se fosse a alma do próprio pai de Billy. Esse personagem não existe na versão de Geoff e Gary. E já que estamos tratando disto, o trem mágico vermelhão que aparece nas versões anteriores também não está nesta versão Novos 52, apesar de Billy se encontrar com o Mago também pegando uma estação de metrô qualquer. Mas vamos voltar ao Billy…

Logo no começo da versão de Geoff Johns, descobrimos que Billy é um garoto-problema, que é constantemente reenviado ao orfanato onde vive porque não consegue se manter em nenhum lar adotivo. Ele também já não parece tão criança quanto nas versões anteriores, que poderiam variar entre 6 ou 12 anos de idade. Aqui, ele é, claramente, um adolescente beirando os 14 ou 15 anos (ele chega a dizer que tudo que o Mago está falando, essa ideia de achar um novo Campeão, poderia colar com criança de 6 anos, mas com ele não).

Essa diferença na idade dá outras perspectivas na elaboração de um personagem. Billy é um, como dizem por aí, “aborrecente”, que caça confusão e até compra brigas com alunos na escola ou mesmo com os pais dos alunos, quando vê que há uma causa justa para isso.

Billy é adotado pela família Vasquez, e sua primeira reação é de recusa, não quer se relacionar ali e procura dificultar a relação, porque não enxarga futuro nessas relações. Para Billy, seus futuros pais são uma dupla de idiotas.

Essa personalidade de Billy demonstra que ele não é exatamente puro de coração. E seria difícil dele ser aquele garoto perfeito a ser escolhido pelo Mago para ser seu novo Campeão. E essa discussão é colocada por Geoff numa perspectiva absolutamente nova na interpretação do Capitão Marvel.

O Mago vinha procurando novos pretendentes há muito tempo e não encontrava alguém, porque nenhum deles era “puro” como desejava, nem mesmo Billy. Demonstrando que já possuía alguma sabedoria antes de ter a de Salomão, Billy diz ao Mago que essa coisa de pessoa pura não existe, que as pessoas são horríveis e devoram quem tenta ser bom. É este o ponto de virada! O Mago percebe que precisa encontrar alguém que tente ser bom, que possua brasas dentro de si. E Billy é uma dessas pessoas, ele pode fazer a diferença se carregar o poder da magia consigo, porque ele pode não ser puro, mas quer ser bom.

Há outra diferença fundamental que Geoff inseriu em sua versão e que pode ser vista abaixo:

 

A palavra mágica deve ser dita com propósito. Ou seja, a palavra “Shazam”, por si, não contém ou aciona a magia. A transformação se dá com um propósito que, na verdade, trata-se de um salto de fé. É preciso acreditar, senão a magia não funciona.

Esse é um ponto fundamental e, é por isso que ao longo de tooooooda essa nossa jornada, chamamos o Capitão Marvel de Shazam. Antes, Billy não poderia se apresentar aos outros pelo nome de “Shazam” porque correria o risco de destransformar-se diante de todo mundo. Agora, ele pode falar “Shazam” sem o propósito de usar a magia. Ou seja, na versão Novos 52 NÃO existe Capitão Marvel. Ele é “Shazam”, e seus irmãos, quando se transformam (trataremos disso mais adiante) também são. Um de seus irmãos, pergunta: “Somos shazans também?”, e Billy responde “Não tenho muita certeza, Pedro. Acho que sim”.

Já que falamos de Pedro, vamos à família Vasques, onde conhecemos os cinco novos irmãos adotivos de Billy, o que inclui a Mary…

Obs: Nesta versão, Billy não tem ainda nenhuma ligação com a imprensa, nem no rádio, na TV ou na Internet.

Mary Marvel não é minha irmã de sangue?

Não! Aparentemente, até a conclusão deste arco lançado em Novos 52, Mary não é consanguínea de Billy Batson. Mas isso não quer dizer que, no futuro, uma coincidência pode surgir e eles venham a descobrir que são, de fato, irmãos de sangue.

Em determinado momento, Mary escuta uma voz mágica que apenas Billy ouvia, isso sugere que eles tenham alguma ligação mágica em comum. A palavra que ambos escutaram foi “família”.

Nesta versão da história, Mary aparece como uma irmã adotiva de Billy, ambos vivendo sob os cuidados da família Vasques, com outros três adolescentes. São a verdadeira família Marvel, de fato. Quem conhece um pouco de como funciona a magia de Shazam, sabe que ele pode ser compartilhado e, nesta versão de Gary e Geoff, dá tempo disto acontecer logo neste primeiro arco e seus irmão ganham poderes e desenvolverem habilidades específicas.

O que é um grande diferencial em relação às outras origens, onde apenas na versão de Jeff Smith, Mary torna-se a Mary Marvel e quando isso acontece, ela continua uma criança (obs: lembrem-se que estamos avaliando apenas as histórias de origem. Mary, assim como outros membros da família Marvel, ganham poderes, posteriormente, na versão original e na de Jerry Ordway).

Família Marvel, os irmãos de Billy Batson!

Na versão Novos 52, todos os irmãos ganham uma fagulha do poder do Mago, assim como Mary. Isso cria um cenário incrível para histórias envolvendo toda essa relação de família, um conceito bem desenvolvido e moderno, apresentando uma família multi-étnica, como podem ver na imagem acima.

 

Ops! Pode ter abordagem sexual?

Ao ganhar seus poderes, Mary cresce e torna-se uma mulher adulta e bonita. Inclusive, um dos seus irmãos, o Freddy, diz que ele está “gostosa”, ao ver que a franzina garota que deveria ter pouco menos de 15 anos transformar-se numa mulher atraente apenas com um toque de mágica.

Essa abordagem sexual é sempre curiosa de se ver em qualquer história da família Marvel, mas, é claro, que é muito delicada, principalmente nas versões anteriores, onde eles são crianças (mesmo assim, vimos na versão de Jerry Ordway uma professora se insinuar para Billy, que usava seus poderes, transformado em Capitão Marvel, para fingir ser seu próprio tio).

Agora nós temos um grupo de jovens irmãos de criação que são adolescentes e que podem se tornar adultos com uma única palavra. Por conta disso, Freddy que, como qualquer adolescente deve estar vivenciando a descoberta do sexo, observa que Mary ficou “gostosa”, ao que ela reponde “e você  continua um “idiota”.

Mary é “quente”… ou “gostosa”, como foi traduzido na versão da Panini.

Ao mesmo tempo em que cenas como essas são criadas, Billy passa também uma cena onde certa tensão sexual, ou a falta dela, é abordada. Após salvar uma mulher que estava sendo assaltada, ela se oferece, sorrindo e cheia de malícia, ao seu grande e musculoso herói. “Como posso te agradecer?”, ela pergunta. Billy olha para Freddy, que gesticula que estão sem grana. Então eles pedem dinheiro, criando, em seguida, uma das cenas mais divertidas que li num quadrinho de super-herói em muito tempo.

 

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Só levanto este ponto porque é interessante ver como os autores poderiam vir a trabalhar o tema da descoberta sexual em jovens super-heróis, e não porque ele seja realmente relevante ou esmiuçado nesta ou nas versões anteriores, isto porque deve ser tabu e desencorajado pela editora, obviamente. Na verdade, a questão é abordada apenas como detalhe que poderia ser ignorado pela maioria dos leitores.

 

Peraí! E o Theo Adam não é o Adão Negro?

Não! Não é! Essa é uma das confusões mais legais em Shazam, assim como entender se Billy e o Capitão Marvel são, exatamente, a mesma persona (e sim! Nesta versão, eles são). Mas vamos lá! Como vocês viram nas origens anteriores, principalmente na parte 2 desta reportagem, nós descobrimos que existe o Theo Adam e o Teth Adam.

Teth é a versão original do personagem, que vem lá do Egito antigo e da era de ouro dos quadrinhos norte americanos. Ele também tem um poder mágico que se originou no velho mago Shazam. Na versão de Jerry Ordway foi criado um alter-ego, chamado Theo, um contemporâneo, que encarna o Adão Negro da mesma forma que Billy Batson encarna os poderes do mago.

Só pra ficar claro, o Adão Negro não aparece, de forma nenhuma, na versão de Jeff Smith, que prefere focar sua história em dois outros vilões: o Dr. Silvana e o Sr. Cérebro.

Aqui, nesta versão de Gary e Geoff, Theo não existe e o que temos é o surgimento de um Adão Negro que remonta tempos anteriores ao do antigo Egito (o que se diferencia da versão original, que é egípcio), de um reino imemorial chamado Kahndaq e, naquela época, ele teve um sobrinho, chamado Aman, que é a cara do Billy. Nesta versão, o personagem não aparece sendo chamado nem de Teth, muito menos de Theo, é apenas o “tio” Adão.

Origem do Adão Negro, tio de Aman.

Os dois foram os escolhidos do Mago para serem seus campeões e administrarem os grandes poderes da magia. Entretanto, Adam (ou Adão) enlouquece em sua sede de vingança e torna-se mal. O resto é história…

 

E o Dr. Silvana e o Sr. Cérebro?

Com esse retorno na interpretação de Adão Negro, sem a presença de um Theo para encarná-lo, o personagem precisou de um novo vínculo com os dias recentes. Como vimos na versão de Jerry Ordway, Theo era um funcionário, um capacho, do Dr. Silvana e que estava trabalhando junto com os pais de Billy em escavações no Egito, quando descobriram a fonte dos poderes do Adão. Nesta versão, quem encontra as escavações é o Dr. Silvana, em pessoa.

Dr. Silvana, em sua primeira aparição, é uma espécie de cientista louco e terrorista. Na versão de Jerry Ordway é um tipo de empresário corrupto e apaixonado por antiguidades. Em Jeff Smith, Silvana é uma piada que trabalha para o sistema de segurança nacional dos EUA e que quer gerar lucro, a partir de qualquer guerra. E, finalmente, nós temos um novo cientista na versão de Gary e Geoff. Mas é um cientista desiludido com a ciência, que precisa salvar sua família doente mas vê apenas na magia uma solução. Ele dedica seus dias a encontrar Adão Negro e provar que a lenda é real.

A transformação de Dr. Silvana

Ao despertar Adão, Dr. Silvava, que parecia um cientista halterofilista (é como se um Arnold Schwarzenegger fosse chamado para interpretar o Sr. Frio), acaba se conectando de alguma forma com a magia, mas seu corpo não estava calibrado para isso, e, ao longo do gibi, ele vai definhando e ficando magro e encurvado. Quando acaba o gibi, ele está parecendo sua versão “maquiavélica” original, só não tão pequenininho quanto antes.

Senhor Cérebro, no finalzinho de “Com uma palavra mágica…”

Quanto ao Sr. Cérebro, que só tinha aparecido na versão de Jeff Smith, aparece nesta versão de Gary Frank apenas nas última página, como epílogo, encontrando com Dr. Silvana e indicando que a centopeia venusiana de 3cm significaria um novo início para o próximo arco de história do vermelhão.

 

Os Sete Pecados

Desde a primeira versão do Shazam, lá do início dos tempos, o poder do Mago existe para combater os sete pecados que afligem a humanidade: Orgulho, Inveja, Avareza, Ira, Preguiça, Gula e Luxúria. Eles eram representados por estátuas horríveis que Billy vê assim que adentra o local do trono do Mago. Estas estátuas estão em todas as versões, com uma sensível diferença na versão novos 52, que surgem como uma aparição meio fantasmagórica.

A antiga representação dos inimigos.

A grande novidade nesta versão, é que Os Sete Pecados também podem encarnar e, assim como o restante da magia no mundo estava adormecida (veremos isso logo adiante), os sete pecados também também estavam ocultos e, sequer, tinham consciência de sua existência. Precisaram ser despertados por Adão Negro. Geoff e Gary criaram um novo panteão de vilões que a família Marvel poderá socar.

A nova versão dos Sete Pecados Inimigos da Humanidade.

 

O Kahndaq, a Pedra da Eternidade e o Mago

O reino de Kahndaq é um local mágico onde o Mago Shazam vivia no início de seu tempo, ainda como um homem adulto e não como um velho depois de existir por toda uma eternidade. Até onde sei (me corrijam aí nos comentários), esse reino não existia nas versões anteriores em toda a cronologia do personagem.

E um detalhe que chama atenção é que, nessa época remota, a Pedra da Eternidade era visível ao mundo, era “o nexo dos reinos místicos… para o qual todos os feiticeiros e feiticeiras peregrinavam”. E o Mago Shazam, liderava um Conselho da Eternidade.

Kahndaq, a Pedra da Eternidade e a origem do Adão Nedro

Todos esses elementos dessa versão antiga, que nos é apresentado em poucos quadrinhos em flash back, nos leva a crer em um mundo antigo onde a magia era mais vívida e perceptível na Terra e que, da mesma forma que seu campeão tornou-se oculto por eras inteiras, a magia foi tornando-se mais e mais oculta, ao ponto da Pedra da Eternidade não existir mais neste plano. É um desenvolvimento muito interessante deste cenário, trazido por Geoff Johns.

O reino de Kahndaq, como podem ver, tem esse visual árabe, como se fossem predecessores dos muçulmanos. Mesmo se a referência fosse o Egito, Geoff e Gary acertaram em mudar o visual do Mago, que lembrava um típico Gandalf de barba longa e pele branca, provavelmente de olhos azuis, para um visual mais crível desta região do país. Dessa forma, temos um Mago completamente diferente do que tínhamos visto antes.

 

Temos Malhado ou não temos?

Temos sim! Mas é muito diferente das origens anteriores. Como vocês viram nas outras partes que precederam este texto, o Malhado é um grande amigo de Billy Batson e, dentre as 4 origens apresentadas aqui, só foi bem trabalhado na versão de Jeff Smith, onde ele é apresentado como um ser místico, capaz se de transformar em felinos e em um velho mendigo, que vive dando conselhos para seu amiguinho, o que é uma versão bem diferente do que foi construído ao longo do tempo nos outros gibis do personagem.

Gary Frank e Geoff Johns não quiseram usar o Malhado nem como um boneco de pelúcia, nem como um tigre bípede de terno nem como amigo mendigo mágico… O Malhado é um tigre de verdade, que vive em um zoológico e que Billy vai visitar com frequência para se lembrar do passado e dos seus pais.

O Malhado, o mais perto de uma família que Billy tem.

Entretanto, como aqui é pra ter spoiller mesmo e já falamos que a magia do Mago pode ser dividida entre amigos, o Malhado acaba levando uma faísca também, e ganha uma página splash impressionante nesta versão, arrancando o couro de Adão Negro, que preciso mostrar aqui.

 

Pra finalizar… Esse é o gibi que criou o filme!!!

Nem preciso me alongar neste ponto. Basta ver as imagens! Abraços!

 

Não viu as outras origens do Shazam? Acesse aqui:
Parte 1 – https://quintacapa.com.br/as-origens-do-shazam-parte-1/
Parte 2 – https://quintacapa.com.br/as-origens-do-shazam-parte-2-jerry-ordway-1996/
Parte 3 – https://quintacapa.com.br/as-origens-do-shazam-parte-3-jeff-smith-2007-a-sociedade-dos-monstros/
Parte 4 – https://quintacapa.com.br/as-origens-do-shazam-parte-4-com-uma-palavra-magica-de-gary-frank-geoff-johns-2012/

Bernardo Aurélio
Sou desenhista, criador do Máscara de Ferro e autor do quadrinhos Foices & Facões. Sou formado em história e gerente da livraria Quinta Capa Quadrinhos